O Departamento de Água e Esgoto (DAE) espera normalizar, hoje pela manhã, o abastecimento a 29 bairros de Bauru (43% da cidade) que, desde sábado, estão sendo atendidos com deficiência por causa de uma série de problemas em uma adutora. Vários consumidores desses bairros - regiões da Vila Falcão, Vila Independência, área central e Altos da Cidade ficaram sem água ontem.
Os presos da Cadeia Pública de Bauru, por exemplo, fizeram um protesto, dentro das celas, no final da tarde, porque não havia água. O delegado Roberval Fabbro, que responde pela cadeia, como já havia feito pela manhã, solicitou ao DAE um caminhão-pipa para abastecer os reservatórios. “Cada cela tem uma caixa de 1.000 litros, mas é pouco para atender todas as necessidades de 15 ou 16 presosâ€, explica.
Várias escolas, creches e hospitais também solicitaram o abastecimento de água através do caminhão-pipa, segundo informou a assessoria de imprensa do DAE. Sem água nas torneiras, muitas pessoas recorreram a pontos de coleta de poços artesianos do próprio DAE e de empresas. O maior número de reclamações de falta d’água registradas na autarquia foi da região central da cidade. “Em função do número de pedidos, priorizamos o atendimento aos órgãos públicosâ€, conta a assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria.
O desabastecimento é resultado de uma suspensão programada de produção de água e de uma série de problemas apresentados por uma das duas adutoras que canalizam o líquido bruto do rio Batalha à Estação de Tratamento de Água (ETA). No sábado, conforme havia informado a população com antecedência, o DAE interrompeu o abastecimento dos 29 bairros atendidos pelas duas adutoras de 18 e 14 polegadas para que a Prefeitura fizesse obras de implantação de galerias pluviais na Avenida Comendador José da Silva Martha.
Segundo a assessoria de imprensa do DAE, a medida foi tomada para evitar que as adutoras fossem danificadas. No entanto, quando o trabalho de implantação de galerias pluviais terminou e as adutoras seriam religadas, no sábado à tarde, surgiu um problema. A válvula de retenção de uma das adutoras rompeu-se devido à pressão da água.
De acordo com a assessoria de imprensa da autarquia, foi adotado todo o procedimento de retirada de ar da adutora, mesmo assim houve o rompimento da válvula. Por causa do problema, o DAE religou apenas dois dos três motores que retiram a água do Batalha. A válvula foi substituída logo, mas como os reservatórios do DAE e as caixas d’água dos consumidores estavam vazios, a água produzida não foi suficiente para normalizar o abastecimento.
Ainda no domingo, uma das duas adutoras apresentou um vazamento. “O conserto na adutora, por ter sido feito em fibra de vidro, exigiu um tempo de secagem antes de voltar a receber águaâ€, explica a assessoria de imprensa do DAE. Com mais esse problema, o abastecimento dos 29 bairros, que já estava prejudicado, ficou pior. Depois da série de problemas, a previsão do DAE era retormar a produção normal - com as três bombas - ontem à noite. Mesmo com a expectativa de que hoje o abastecimento seja normalizado, a autarquia ainda pede que a população economize água.