Surpreendeu-me de forma repulsiva a atitude de Otávio Mesquita, no programa “A noite é uma criançaâ€, na noite de 15/3, em seqüência ao Jornal da Bandeirantes, explorando sério distúrbio mental de um acidentado!
Mal podendo se expressar por não conter o riso, Mesquita anunciou que iria entrevistar uma pessoa (deu nome e idade), que caiu de um prédio em construção, feriu a cabeça, permaneceu 20 dias na UTI em coma e, atualmente, em convalescença em casa, apresenta curiosa (sofre misteriosa) seqüela de rir sem parar. Sob forte insistência Mesquita conseguiu contatar a vítima por telefone, mas quem mais ria era ele próprio, mantendo um clima da maior falta de respeito, entremeado por uma musiqueta de escárnio. Quando o entrevistado não ria, Mesquita o incentivava com debochadas gargalhadas. Não satisfeito, prometeu que iria trazer esse elemento em seu programa. É claro que sou partidário da mudança de canal quando o programa desagrada, tanto assim que uso e abuso do controle remoto em busca de atrações, mas na noite de 4/3, em uma dessas “andançasâ€, por mera coincidência, deparo com Mesquita jocoso, obstinado no mesmo assunto, ainda por telefone. Como na TV tudo é programado e revisado sem segredo interno segundo a conveniência, é ingenuidade aventar que a Bandeirantes ignorasse o caráter dessa entrevista humanamente abusiva, na mais baixa apelação de tal tipo de audiência! (Hélio Souza - OAB 19779)