Policiais militares do Tático-4 apreenderam, na madrugada de ontem, mais de um quilo de crack. A droga estava escondida no quintal de uma residência da quadra 1 da travessa João Rosalin, na Vila Santista. Avaliado em mais de R$ 10 mil, o crack estava dividido em 14 pedras, sendo uma grande, com cerca de 500 gramas, e outras 13, com peso aproximado de 50 gramas cada uma.
No local foram apreendidos, ainda, uma balança, R$ 2,7 mil em dinheiro e cinco celulares. O pedreiro G.F.S., 24 anos, e o ajudante de pintor F.R., 21 anos, (só inicias dos nomes divulgadas pela polícia) foram autuados em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. Dois adolescentes, um rapaz de 17 anos e uma garota de 15 anos, foram apreendidos juntos.
As prisões e apreensões ocorreram com a ajuda da comunidade, que denunciou a existência de um ponto de venda de drogas no local. Os policiais intensificaram o patrulhamento na região. Na madrugada de ontem, G.F.S., que estava acompanhado dos outros três jovens, foi abordado quando dirigia uma Fiat Uno.
O carro foi revistado e nada foi encontrado. Simultaneamente foram feitas revistas nas residências de dois dos ocupantes do veículo. No interior das casas nenhuma droga foi encontrada, porém no quintal da residência de G.F.S. havia uma placa de concreto e sob ela os policiais acharam 14 pedras de crack.
Com o rapaz, os policiais apreenderam R$ 2, 7 mil em dinheiro, balança e três celulares. Na residência de A.F.R. foram localizadas duas pedras pequenas da mesma droga, R$ 165,00 em dinheiro e dois celulares. Os quatro foram encaminhados para o Plantão da Delegacia Seccional, onde foram apresentados ao delegado plantonista. Os dois rapazes maiores de isade foram para a cadeia e os dois adolescentes serão apresentados ao juiz da Vara de Infância e Juventude.
Via trem
Os traficantes estão desenvolvendo novas estratégias para transportar drogas. Um dos jovens presos ontem na Vila Santista, acusado de tráfico, contou, segundo o tenente Hudson Covolan, comandante do Tático-4, qual era o esquema usado para trazer crack da Bolívia para Bauru sem correr o risco de ser preso.
De acordo com o tenente Hudson, G.F.S. confessou que o crack era transportado clandestinamente por trens cargueiros. “Ele viajava para a Bolívia e lá adquiria a droga. Acondicionava o crack em tubos, que eram colocados sob os vagões dos trens cargueiros que passam por Bauruâ€, diz.
De acordo com o que a PM apurou, o acusado voltava de ônibus sem nenhuma droga. Aqui, ele aguardava a chegada do trem para pegar os tubos contendo o entorpecente. “Ele disse que já perdeu muita droga porque, às vezes, o trem mudava de rota e ele perdia a mercadoria. O mesmo acontecia quando o trem passava antes do dia previstoâ€, conta o tenente Hudson.
O quilo do crack era adquirido por US$ 2.800. Para cada quilo seriam acrescentados 500 gramas de bicarbonato de sódio, transformando a pasta em pedras. Cada pedra com peso aproximado de 50 gramas era comercializada por R$ 500,00.