O setor metalúrgico da Ajax está interditado desde o final de janeiro, quando a Agência de Bauru da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) constatou a presença de chumbo no ar, solo e água em análises feitas nas proximidades da empresa.
A pedido da Cetesb, as secretarias municipal e estadual de Saúde estão fazendo inquérito epidemiológico entre as crianças que moram no raio de 1.000 metros da fábrica. Das 139 crianças submetidas a exame de sangue até agora, 79 apresentaram alta concentração de chumbo.
Além da interdição da Cetesb, o setor metalúrgico da Ajax não pode funcionar por força de uma liminar expedida pela Justiça em resposta a uma ação civil pública impetrada pelo Instituto Ambiental Vidágua. A Cetesb exigiu o cumprimento de 28 itens para desinterditar a unidade.
Análises de leite, ovo e hortelã coletados em chácaras vizinhas à indústria revelaram contaminação por chumbo. Por conta desses resultados, os órgãos de Saúde recomendaram que as aves fossem sacrificadas e suspenso o consumo do leite e ovos.
Já os demais cinco alimentos analisados pelo Instituto Adolfo Lutz e a água de um córrego próximo não apresentaram alteração. Também não teve alteração para o chumbo as análises de água dos poços profundos do Departamento de Água e Esgoto (DAE) próximos da fábrica.
Mas os órgãos de saúde vão coletar novas amostras de alimentos, para confirmar ou não os primeiros exames. A Cetesb, por sua vez, vai coletar amostras de solos na região para verificar se há ou não contaminação.