Tribuna do Leitor

PACTO POR BAURU

Blasco Peres Rego
| Tempo de leitura: 2 min

Li atentamente o artigo publicado no Jornal da Cidade assinado pelo vice-presidente da Câmara. Inicialmente devo dizer ao vereador que o meu orgulho de ser bauruense nato em nada se alterou em razão de uma administração caótica. Bauru foi, é, e sempre será “Cidade Sem Limites” porque essa administração que aí está é passageira, logo terminará e cairá no esquecimento com um final melancólico. Esse caos que se instalou em Bauru é de responsabilidade unilateral (Prefeitura) e não afeta a iniciativa privada. Basta ler no Jornal da Cidade “Gente, Negócios e Propaganda”, a quantidade de empresas se remodelando, ampliando, inaugurando filiais (lojas grandes).

A iniciativa privada não está de braços cruzados assistindo a inércia da administração municipal, está trabalhando e muito bem. Bauru é hoje o berço da cultura com suas faculdades, o Centrinho, a Polícia Militar (estadual) prestando um serviço de primeiro mundo, aliás, prima pela educação (segurança), a Polícia Civil também (estadual).

Pacto por Bauru, para quê? Para se envolver em uma administração que comprovadamente não está dando certo (Cohab, Marmitex, CEI do DAE, mortes de gente inocente, buraqueira e tantos outros problemas). É bom lembrar ao vereador que a experiência de um acordo assinado para ajudar a administrar a cidade foi a pior possível. Ao lado dos deveres e dos sacrifícios que a vida cria e exige de todos nós, esperar o fim dessa administração é um dos sacrifícios criados pela vida, mas não há bem que tanto dure ou mal que nunca se acabe.

Creio que o melhor é o povo continuar pagando o pato do que se envolver em algum pacto com a Administração Municipal.

Eu não tenho parques nem castelos, mas meus olhos se alegram contemplando o parque do vizinho (as empresas bauruenses crescendo, se expandindo alheias à administração municipal que é o melhor caminho). (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)

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