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Redação
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Cresce procura de jovens por plástica

O perfil dos pacientes que recorrem à cirurgia plástica está mudando. Agora, além de adultos, grande número de adolescentes procuram médicos para fazer as pazes com o espelho. De acordo com levantamentos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 1997, 7% das cirurgias eram de pacientes com idade entre 15 e 20 anos. Em 1999, eram 12%. “A tendência é que essa porcentagem aumente ainda mais”, afirma o presidente da sociedade, Luiz Carlos Garcia.

Para o médico, essa modificação já era esperada. Hoje o País é vice-campeão desse tipo de cirurgias. Em 1999, foram feitas 300 mil plásticas. Nos Estados Unidos, o primeiro no ranking, foram 500 mil. “A divulgação das informações e a segurança das técnicas acabam fazendo com que jovens se sintam estimulados a enfrentar a cirurgia”, explica. Para ele, porém, a indicação de plásticas para jovens deve ser cercada de cuidados. O principal deles é a avaliação psicológica.

A médica de Santa Catarina Stella Abdalla diz ser necessário fazer uma avaliação do perfil psicológico do paciente. “Os riscos no campo emocional são muitos, por isso não hesito em recusar a operação quando percebo que o paciente não apresenta uma idéia clara do que é a cirurgia e do que ele pode proporcionar”.

Há também limites técnicos. Uma cirurgia de mama somente é recomendada para adolescentes que menstruem há pelo menos quatro anos. â€œÉ preciso primeiro aguardar o desenvolvimento completo da mama para fazer a operação”, afirma Garcia. O mesmo ocorre com rinoplastia, cirurgia de nariz. “Antes de fazer a cirurgia, é preciso certificar-se de que o desenvolvimento facial já está completo”, explica Stella.

Entre as jovens, as cirurgias mais procuradas são a de nariz, redução de mamas e lipoaspiração. Entre os meninos, a correção de nariz, a lipoaspiração e a ginecomastia - redução da mama masculina. “Encontramos muitas jovens obesas que procuram médicos para fazer lipoaspiração”, diz Stella. “Sempre nos deparamos com quem quer fórmulas mágicas e cabe ao médico recusar essas operações.”

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