O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo entrou com uma ação na Justiça contra a Ferrovias Bandeirantes (Ferroban), que desde o começo do ano, vem demitindo funcionários e deixando outros em licença remunerada, entre eles vários engenheiros. O presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, esteve em Bauru, na tarde de sábado para a prestigiar a posse da nova diretoria da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag) e falou sobre o assunto.
Jornal da Cidade - Por que o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo entrou com uma ação na Justiça contra a Ferroban? Murilo Celso de Campos Pinheiro - A Ferroban botou um pessoal em casa e está ameaçando com a possibilidade de demissão. O que a gente entende é que ela não quer cumprir nem aquilo que foi estabelecido quando ela adquiriu a empresa a um tempo atrás com a privatização. Nessa colocação, os empregados tinham uma “garantia de desemprego†e nem isso a empresa está assumindo. Estão querendo ir contra isso. Então, nós entramos com uma ação não só contra essa questão da demissão como também pelo o que a gente chama de assédio moral, ou seja, fazer a pessoa ficar em casa até que ela desista e peça a demissão.
JC - Qual o objetivo específico da ação, que os funcionários não sejam demitidos ou que haja uma indenização justa? Pinheiro - Primeiro, queremos que a empresa revogue sua atitude com os funcionários, que eles não podem tratar dessa forma. Depois, queremos fazer com que a empresa cumpra o que tinha prometido, ou seja, quando ela assinou o contrato, assinou que a garantia de emprego permitia que esse pessoal tivesse uma indenização. Ela assinou essa indenização. Na verdade foi a compra da garantia.
JC - Quantos engenheiros estão envolvidos nessa questão? Pinheiro - São cerca de uns 60 engenheiros.
JC - Até quando se espera uma resolução para esse caso? Pinheiro - Nós conversamos com a empresa, mesmo com a ação na Justiça, e a empresa ficou de, até o dia 30, de dar uma resposta. Temos uma reunião marcada com eles nessa data e vamos esperar.