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Redação
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• Tuga estadual

O dirigente local do PSB, Pedro Romualdo, enviou e-mail, ontem, onde desmente qualquer intenção do partido ou do ex-deputado Tuga Angerami em mudar a candidatura. Segundo se especulou sábado, em roda política, aventou-se a hipótese de Tuga se candidatar a deputado federal e não a estadual, devido à saída do deputado Carlos Braga (PTB) das eleições de outubro.

• Perto de Bauru

“Quem deu essa informação não conhece o PSB nem o Tuga. Conforme declarações recentes do próprio Tuga, ele é candidato a deputado estadual. É esta a posição que foi discutida e referendada pelo diretório municipal”, afirmou o militante socialista, no comunicado. Para Romualdo e o PSB, o melhor para Bauru é Tuga ficar por perto, isto é, na Assembléia Legislativa.

• Deputado federal

“Com sua experiência, contribuirá e encontrará soluções para inúmeros problemas existentes”, finalizou a nota do PSB. Pedro Romualdo disse ainda que o partido pode, inclusive, lançar candidato a deputado federal. A partir daí, os nomes dos vereadores José Clemente Rezende e Luiz Carlos Valle, ambos do PSB, entram na roda viva das especulações. Essa possibilidade em torno dos nomes dos parlamentares fica por conta da coluna.

• Duro golpe

Por falar em socialistas, essa forma de pensamento político sofreu uma dura derrota, ontem, nas eleições presidenciais da França. O premiê francês, Lionel Jospin, foi eliminado do segundo turno por Jean Marie Le Pen, candidato da extrema-direita, que disputará a presidência com o atual detentor do cargo, Jacques Chirac, conservador.

• Terminologias

Estes rótulos de “esquerda”, “centro” e “direita” estavam em desuso no Brasil, mas estão de volta, diante da eleição presidencial. Matéria na editoria Nacional, no JC de ontem, lançou mão das terminologias para mostrar a autêntica salada ideológica em que pode se transformar a disputa eleitoral de outubro. O PT se alia ao PL, o PPS flerta com o PFL e o PDT procura o PPB.

• Desregulado

Ao contrário da França e de outros países europeus, onde a esquerda é esquerda, a extrema-esquerda é, de fato, extrema-esquerda e o centro fica bem no meio, no Brasil o debate sobre o modo de pensar a sociedade parece se resumir ao pragmatismo em busca do poder. Há uma enorme sensação de vazio na discussão que precede o pleito deste ano.

• Café com leite

Enquanto isso, Itamar Franco - que nunca se soube ao certo se é de centro, de centro-esquerda ou se é de direita - faz uma investida contra o apoio de seu partido, o PMDB, ao candidato do governo, José Serra (PSDB). Segundo o governador de Minas Gerais, Serra não tem o “sentimento de pátria” que o País precisa. Num discurso que lembra a época da política do “café com leite”, Itamar disse que “Minas não pode escolher qualquer presidente...”

• Personalismo

Esse foi o depoimento que mais chamou a atenção das agências de notícia no final de semana. Mais uma prova de que o debate eleitoral deste ano anda mesmo muito vazio de idéias e cheio de frases de efeito e personalismo, que não cabem mais na democracia que se pretende seja moderna.

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