Polícia

Preso o 8º acusado de planejar morte de juiz

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O funileiro Antonio Alves do Nascimento, 38 anos, que mora em Botucatu, foi preso ontem à tarde quando chegava a Bauru, de ônibus. Ele é acusado de ser o 8.º integrante do grupo que estaria planejando matar um juiz de direito de Bauru e sua esposa por vingança. Esse juiz, cujo nome não foi divulgado pela polícia, condenou Dener William Simões Ramos, 30 anos, que seria o líder do grupo, por tráfico de drogas há cerca de dois anos, e estava foragido.

Nascimento estava sendo procurado desde que a Polícia Militar (PM) de Bauru prendeu Ramos, conhecido por Denha, e mais seis pessoas, todas suspeitas de planejar a morte do juiz, no último sábado, na Base da Polícia Rodoviária de Agudos. Pelo que a polícia apurou, o grupo planejava executar o plano de vingança no domingo, quando o juiz estaria com sua família em uma propriedade rural em Bauru de sua propriedade.

Conhecido por “Tonhão”, Nascimento foi preso num trabalho conjunto das polícias Militar e Civil de Pirajuí, e que em Bauru contou com apoio da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) da cidade. “Tonhão” foi preso temporariamente e encaminhado a uma penitenciária da região, segundo informou o delegado titular da DIG/Garra, J.J. Cardia.

Ontem, por volta de meio-dia, um investigador da Polícia Civil de Pirajuí recebeu uma denúncia anônima de que “Tonhão” estava na cidade, segundo o capitão Airton Martinez, comandante da PM local. “Pedimos um mandado de busca para a casa que ele estaria, mas quando chegamos lá ele já havia saído. Mas ele ligou para a dona da casa quando estávamos no local e disse que iria viajar. Deduzimos que pegaria o ônibus com destino a Bauru”, conta o capitão.

Os policiais, com o apoio da DIG/Garra, interceptaram o ônibus na entrada de Bauru, na altura do trevo do Jardim Pagani. Ao checar os passageiros, encontraram “Tonhão”, que não estava armado nem ofereceu resistência à prisão. Em depoimento na DIG/Garra, ele negou que existia um plano para matar o juiz e sua esposa. Ele tem passagens pela polícia por furto, receptação e formação de quadrilha.

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