Esse moderníssimo transmissor móvel, ao qual se batizou com a interessante denominação de Internet, escancarou para a humanidade as portas e janelas do mundo inteiro, colocando em suas mãos a possibilidade de realizar, com rapidez de meteoro, os seus sonhos mais longínquos. Com um simples e rápido dedilhar de teclas ele aproxima entre si pólos os mais distantes, harmonizando pensamentos e esquematizando metas que, sem os milagres do indigitado, teriam andamento naturalmente problemático, a par de excessivamente moroso. Tem-se, portanto, que reverenciar a invenção desse eficiente instrumento, que a humanidade ganhou de presente desde meados do outro século, pois que a partir dele vai podendo este fabuloso universo assinalar outras conquistas importantíssimas, resultantes da maneira desenvolta e rápida com que consegue ele agilizar soluções de todos os tipos e matizes, podendo-se afirmar que até vidas humanas têm sido salvas por ele. Mas o homem nem assim se mostra totalmente satisfeito com o grande e poderoso invento e já reclama para ele inovações que - afirma - não lhe podem faltar para que evolua ainda mais do estágio em que se encontra. Inclusive a Igreja, pela voz do eclético Papa, revela seu entusiasmo pelo tal e dá a sua visão sobre ele, explicando, entretanto, que “é necessário regulamentá-lo e, em princípio, a melhor forma seria a sua auto-regulamentação por parte da indústriaâ€. Isto porque - acrescenta o pontífice - o sistema pode oferecer uma contribuição extremamente valiosa à vida humana, promovendo a prosperidade, a paz e o seu crescimento intelectual e estético, além da compreensão recíproca ainda inexistente entre os povos e as nações no âmbito internacional. “A Internet - conclui João Paulo II - pode ajudar também os homens e as mulheres na sua busca permanente de entendimento entre si mesmosâ€.
Despertam-nos, portanto, as colocações que se fazem em torno do revolucionário meio de comunicação, o quanto ele está trazendo de colaboração para o deslanchar da Terra, cujo aperfeiçoamento ainda tem muito que andar para, finalmente, poder responder à humanidade interrogações fundamentais, como: “Quem sou seu? Por que existe o mal? O que existirá depois da vida?â€. São desafios que a Internet vai ter que responder, uma vez que todos já lhe atribuem a qualificação de poderosa. É a nossa opinião.
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado