Política

Prefeito assina contratos de R$ 7 mi

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 3 min

O plano antiburaco efetivamente lançado pelo prefeito Nilson Costa (PPS) vai complicar o trânsito nas principais avenidas da cidade. Seis contratos para a recuperação e pavimentação de ruas e avenidas foram assinados ontem. De acordo com Nilson, as primeiras ordens de serviço devem ser expedidas na semana que vem.

Ao todo, serão 400 mil metros quadrados de recape, 120 mil de asfalto e 12 quilômetros de guias e sarjetas. Uma das prioridades da ação, que deve transformar a cidade em um canteiro de obras, será a recuperação de vias com tráfego intenso.

Para Newton Fraschetti, responsável pela Jaupave, que vai receber cerca de R$ 2 milhões pelo recape de trechos das principais avenidas da cidade, como a Rodrigues Alves, Duque de Caxias e Nações Unidas, nos próximos meses, os bauruenses enfrentarão complicações no trânsito, que são consideradas normais em função das obras. “Em alguns lugares não vai atrapalhar quase nada e em outros muito. Imagine fechar a Rodrigues Alves”, exemplificou.

Fraschetti estima que entre quatro e cinco meses deve entregar seu lote. Ele diz, no entanto, que o prazo será flexível porque depende da disponibilidade financeira da Prefeitura. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 7 milhões no plano. Quando foi anunciada a abertura de licitação, a previsão era de um gasto de R$ 4,7 milhões.

Para Nilson, a diferença ocorreu porque houve uma “tática” em subestimar o valor para que os concorrentes da licitação entrassem no processo jogando baixo. “Se tivéssemos feito uma previsão de 10 milhões, provavelmente as propostas seriam para chegar a este valor”, comentou.

O presidente local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Edson Roberto Reis, presenciou a assinatura dos contratos. Ele comentou que, desde o ano passado, três pessoas morreram na cidade devido às erosões e uma por causa dos buracos. A questão fez com que a OAB encaminhasse uma representação judicial para o Ministério Público.

“A população teve um papel importante. Nós simplesmente acatamos as reclamações”, explicou Reis. “Este é o início da reconstrução da nossa cidade”, opinou. De acordo com Nilson, houve uso político na questão dos buracos. “Você paga cidades por aí que estão muito pior que Bauru. Nem por isso se fez Carnaval”, reclamou.

“Em uma outra etapa, nós vamos atacar com o dinheiro do transporte coletivo. Estamos só pondo a cabeça de fora”, disse o prefeito. Ele comentou que daqui a 30 dias a paisagem da cidade vai estar tomada pelas obras.

O prefeito evitou falar em prazos exatos para a conclusão das obras, apesar do edital de licitação limitar as entregas em 150 dias para guias e sarjetas, 120 para fresagem (raspagem), 180 para pavimentação asfáltica e 150 para recape. O início das obras está previsto para ocorrer três dias após a expedição da ordem de serviço.

“Até o final do ano deve estar pronto. Mas eu espero que o orçamento se conduza de acordo com as previsões. Se a gente sentir que perto do fim do ano cair a receita por algum motivo vamos ter que dar uma seguradinha”.

Segundo Nilson, os 400 mil metros quadrados de recape correspondem a 500 quarteirões e os 120 mil de asfalto a 120 quarteirões. Perguntado se teria resolvido investir no plano antiburaco devido às pressões da sociedade, o prefeito foi irônico. “Quem tem pressa come cru. A tartaruga é lenta, mas chega.”

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