Num belo dia, trouxeram-me uma linda animália malhada: um carinhoso cachorrinho branco, cinza e preto. Com pouco tempo, ficou adulto e gordo, resultado do bom trato e cuidado. Guardadas as proporções, já era um membro da família. Foram exatos 15 anos de pura alegria até que, no domingo de 13/3/2002, por volta das 6 horas da manhã, um “perverso elemento†sustentado por duas pernas (apesar do caráter, não pode ser considerado um ser humano ou, até mesmo, um primata: seria uma inafastável ofensa a tais espécies) tirou o inofensivo e adorável bichinho do seu seio familiar. Cego e surdo, não merecia despudorada destinação! Acobertado pelas notívagas penumbras, o então desequilibrado criminoso praticamente decretou a pena capital para o bicho, assim o levando para longe.
Observa-se que apesar das deficiências que adquirira já com a avançada idade, o cãozinho “tirava de letra†sua sobrevivência, talvez por força da interatuada afetuosidade conosco, os seus donos. Com uma singela reflexão sobre o quadro, inferiríamos de plano que o repugnante gatuno deveria ser sim deportado para outro planeta, para outro sistema solar, para outro mundo, pois não é nem um pouco compatível com os padrões da Terra, da América, do Brasil, do Estado de “Sampaâ€, da nossa Bauru ou, mais precisamente, do Jardim Progresso. (Antônio Alicio Thomazini, RG 7.221.014, funcionário público)