Tribuna do Leitor

O trágico fim de um belo animal

Antônio Alicio Thomazini
| Tempo de leitura: 1 min

Num belo dia, trouxeram-me uma linda animália malhada: um carinhoso cachorrinho branco, cinza e preto. Com pouco tempo, ficou adulto e gordo, resultado do bom trato e cuidado. Guardadas as proporções, já era um membro da família. Foram exatos 15 anos de pura alegria até que, no domingo de 13/3/2002, por volta das 6 horas da manhã, um “perverso elemento” sustentado por duas pernas (apesar do caráter, não pode ser considerado um ser humano ou, até mesmo, um primata: seria uma inafastável ofensa a tais espécies) tirou o inofensivo e adorável bichinho do seu seio familiar. Cego e surdo, não merecia despudorada destinação! Acobertado pelas notívagas penumbras, o então desequilibrado criminoso praticamente decretou a pena capital para o bicho, assim o levando para longe.

Observa-se que apesar das deficiências que adquirira já com a avançada idade, o cãozinho “tirava de letra” sua sobrevivência, talvez por força da interatuada afetuosidade conosco, os seus donos. Com uma singela reflexão sobre o quadro, inferiríamos de plano que o repugnante gatuno deveria ser sim deportado para outro planeta, para outro sistema solar, para outro mundo, pois não é nem um pouco compatível com os padrões da Terra, da América, do Brasil, do Estado de “Sampa”, da nossa Bauru ou, mais precisamente, do Jardim Progresso. (Antônio Alicio Thomazini, RG 7.221.014, funcionário público)

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