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Assessoria jurídica do prefeito de Iacanga prepara recurso ao TRE

Redação
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Iacanga - A assessoria jurídica do prefeito Durvalino Afonso Ribeiro (PFL) informou ontem que apesar de não ter sido notificada até o final da tarde, já trabalha no recurso que deverá impetrar junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a reforma da sentença que decretou a cassação do cargo do prefeito e seu vice.

Na sentença expedida na última segunda-feira, a juíza Rossana Teresa Curioni, da comarca de Ibitinga decretou, a cassação dos diplomas e a perda dos mandatos do prefeito Durvalino e de seu vice, José João Seghimatz. Os dois também foram declarados inelegíveis pelo prazo de três anos subseqüentes à eleição atual.

Na mesma decisão, foram declaradas irregulares as contas apresentadas pela “Coligação sem limites para o progresso”, que elegeu Durvalino e José João.

A denúncia que originou a ação contra o prefeito de Iacanga foi proposta pelo PSDB que em 2000 disputou a eleição contra Durvalino. O gasto com a confecção de impressos, no valor de R$ 1,2 mil, motivou a denúncia. Segundo o PSDB, o valor gasto com esse material não constou da prestação de contas junto ao Comitê Eleitoral, “evidenciando-se assim a sonegação de informações”, fato que no entender dos denunciantes, configuraria abuso de poder econômico.

O advogado do prefeito, Fernando Emanuel Fonseca, disse ontem que a sua defesa trabalha para provar que a aquisição dos impressos foi feita pela “Coligação sem limites para o progresso” e portanto não é de responsabilidade direta do prefeito, apesar de Durvalino ter sido reeleito através dela. “O prefeito não toma conta da campanha”, argumenta Fonseca acrescentando que as colocações dos denunciantes são descabíveis.

Outro argumento da defesa de Durvalino é que no curso do processo eleitoral o representante de sua coligação e que detinha a conta, autorização para a realização de despesas e movimentação financeira teria falecido. A falta de prestação de contas, então, seria advinda de motivo de força maior e não poderia ser tida como corrupção ou abuso do poder econômico.

A expectativa, segundo o advogado Fonseca é que a notificação sobre a sentença ocorra hoje. Se isto de fato acontecer, ele terá três dias úteis para protocolar o recurso no TRE em São Paulo.

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