A falta de entendimento entre a diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e região, Idelma Cristina de Alcântara Corral, e policiais militares terminou no 3.º Distrito Policial, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência de comunicação de fato. A sindicalista alega que foi jogada na viatura policial porque preferiu não registrar o BO na rua e sim na delegacia. O policial alega que ela se recusou a apresentar seus documentos e causou tumulto.
O fato aconteceu na manhã de ontem, na quadra 19 da rua Presidente Kennedy, Vila Cardia, em frente a um dos portões da Escola Municipal Santa Maria. Na versão dela, todos os funcionários municipais aderiram à greve, mas a diretoria teria esquecido de avisar os pais. “O professores queriam sair da escola, porém haviam alunos que podiam ir embora sozinhos e outros não.â€
Como a escola está sem telefone, segundo a sindicalista, os diretores do Sinserm se prontificaram a ligar para os pais irem buscar seu filhos. “Quando o sindicato pegava as listas para ligar para os pais, os alunos que queriam ir embora se exaltaram e a polícia apareceu.â€
A sindicalista explica que a via é muito movimentada e a PM a teria interditado para o trânsito.“Não houve tumulto. Alguns alunos ficaram do lado de fora. A orientação era para que eles entrassem e esperassem pelos seus pais.â€
Um outra viatura da PM teria ido para o local, na versão da sindicalista, e exigido sua identificação.“Eles chegaram dizendo que iam registrar um BO e eu propus que a gente fosse para o distrito policial. Quando eu ia saindo, um dos policiais me pegou pelo braço e me jogou no camburão.â€
Idelma Corral diz que os policiais usaram força para conduzi-la ao DP. “Infelizmente, os policiais que poderiam defender o trabalhador, usam a força.†Ela nega que não tenha se identificado. “Eu estava com o meu RG na mão. Eu só me neguei a registrar os fatos no local porque queria saber de quem era a queixa e eles não sabiam.â€
Ela prometeu fazer exame de corpo de delito para demonstrar que foi lesionada pelos policiais.
Versão policial
Na versão apresentada pelo cabo Roberval Godoy Pantaleão, a representante do sindicato teria se negado a apresentar sua identificação. “No local, nós tentamos identificar um representante do sindicato. Ela se negou a apresentar sua identificação, praticando uma contravenção penal.â€
O cabo explica que a sindicalista foi colocada na viatura Blazer e encaminhada ao lado de uma policial feminina, no banco traseiro. Ele nega que ela tenha sido agredida, empurrada ou maltratada pela equipe. “Não houve agressão alguma.â€
O PM explicou que foi atender a ocorrência porque havia crianças do lado de fora da escola. “O sindicato foi até a escola porque tinha marcado uma greve. Como não houve adesão dos professores, eles decidiram marcar uma reunião durante a aula, o que gerou um tumulto. As crianças menores sairam fora da escola e corriam o risco de serem atropeladas.â€
BO
O boletim de ocorrência registrado no 3.º DP foi de comunicação de fato. Tanto o policial como a sindicalista deram suas versões para o registro.