Política

Sindicalista é levada à Delegacia de Polícia em viatura da Polícia Militar

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A falta de entendimento entre a diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e região, Idelma Cristina de Alcântara Corral, e policiais militares terminou no 3.º Distrito Policial, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência de comunicação de fato. A sindicalista alega que foi jogada na viatura policial porque preferiu não registrar o BO na rua e sim na delegacia. O policial alega que ela se recusou a apresentar seus documentos e causou tumulto.

O fato aconteceu na manhã de ontem, na quadra 19 da rua Presidente Kennedy, Vila Cardia, em frente a um dos portões da Escola Municipal Santa Maria. Na versão dela, todos os funcionários municipais aderiram à greve, mas a diretoria teria esquecido de avisar os pais. “O professores queriam sair da escola, porém haviam alunos que podiam ir embora sozinhos e outros não.”

Como a escola está sem telefone, segundo a sindicalista, os diretores do Sinserm se prontificaram a ligar para os pais irem buscar seu filhos. “Quando o sindicato pegava as listas para ligar para os pais, os alunos que queriam ir embora se exaltaram e a polícia apareceu.”

A sindicalista explica que a via é muito movimentada e a PM a teria interditado para o trânsito.“Não houve tumulto. Alguns alunos ficaram do lado de fora. A orientação era para que eles entrassem e esperassem pelos seus pais.”

Um outra viatura da PM teria ido para o local, na versão da sindicalista, e exigido sua identificação.“Eles chegaram dizendo que iam registrar um BO e eu propus que a gente fosse para o distrito policial. Quando eu ia saindo, um dos policiais me pegou pelo braço e me jogou no camburão.”

Idelma Corral diz que os policiais usaram força para conduzi-la ao DP. “Infelizmente, os policiais que poderiam defender o trabalhador, usam a força.” Ela nega que não tenha se identificado. “Eu estava com o meu RG na mão. Eu só me neguei a registrar os fatos no local porque queria saber de quem era a queixa e eles não sabiam.”

Ela prometeu fazer exame de corpo de delito para demonstrar que foi lesionada pelos policiais.

Versão policial

Na versão apresentada pelo cabo Roberval Godoy Pantaleão, a representante do sindicato teria se negado a apresentar sua identificação. “No local, nós tentamos identificar um representante do sindicato. Ela se negou a apresentar sua identificação, praticando uma contravenção penal.”

O cabo explica que a sindicalista foi colocada na viatura Blazer e encaminhada ao lado de uma policial feminina, no banco traseiro. Ele nega que ela tenha sido agredida, empurrada ou maltratada pela equipe. “Não houve agressão alguma.”

O PM explicou que foi atender a ocorrência porque havia crianças do lado de fora da escola. “O sindicato foi até a escola porque tinha marcado uma greve. Como não houve adesão dos professores, eles decidiram marcar uma reunião durante a aula, o que gerou um tumulto. As crianças menores sairam fora da escola e corriam o risco de serem atropeladas.”

BO

O boletim de ocorrência registrado no 3.º DP foi de comunicação de fato. Tanto o policial como a sindicalista deram suas versões para o registro.

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