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Enfermeiros podem realizar acupuntura

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Os enfermeiros estão autorizados, até a Justiça proferir decisão definitiva, a praticar a acupuntura. A afirmação é da presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Ruth Miranda, que esteve ontem em Bauru para a abertura do encontro regional da categoria, promovido pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho, da Universidade de São Paulo.

Segundo Ruth, a prática da acumputura por enfermeiros ficou suspensa por um período devido a uma intervenção do Conselho Regional de Medicina (CRM). “Uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem dava poderes aos enfermeiros de praticar acupuntura. O CRM achou que só médico poderia fazer e recorreu à Justiça”, explica.

Através de uma liminar, o CRM conseguiu, por um tempo, suspender a prática. “O Conselho Federal de Enfermagem conseguiu caçar a liminar e, novamente, o CRM recorreu à Justiça. O Supremo Tribunal não acatou as argumentações do CRM e manteve a resolução do Conselho Federal de Enfermagem”, comenta.

A presidente diz que os enfermeiros especializados estão autorizados a praticar acupuntura, até a sentença final. “Em São Paulo nós temos cadastrados 200 enfermeiros especialistas em acupuntura. Eu acredito que tenha muito mais, que ainda não se cadastraram”, afirma.

Ela explicou que a Sociedade Brasileira de Terapia Alternativa dá poderes para que o Conselho Federal de Enfermagem registre o título de especialista. A acupuntura, segundo Ruth, é uma alternativa de trabalho para o enfermeiro liberal.

“Somos considerados profissionais liberais e as terapias alternativas são opções de mercado”, frisa. Ela cita a fitoterapia, a cromoterapia e a acupuntura como algumas das áreas que o profissional de enfermagem pode atuar.

Com carinho

O encontro regional de enfermeiros, ontem em Bauru, foi centrado em três pontos. “Estamos discutindo a humanização, ética e política. Esses encontros devem ocorrer em todo o Estado de São Paulo ou nas regiões maiores do Estado”, explica Ruth Miranda, presidente do Conselho Regional de Enfermagem.

Ela ressalta que o encontro teve o objetivo de preparar o profissional de enfermagem para atender a comunidade com qualidade e carinho. “Especialmente as camadas mais carentes da população. Para isso, vamos usar a ética profissional. Queremos que o enfermeiro dê um tratamento mais humano ao paciente”, conta.

Já na política, o assunto é participação efetiva nos três poderes. “Queremos despertar os líderes da categoria para que participem da política e das decisões municipais, estaduais e federais”, finaliza.

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