O presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Walter Feldman (PSDB), comentou, ontem, em visita a Bauru, que há avanço na política estadual de segurança. Ele avalia que o governador Alckmin já está colhendo popularidade com as ações implementadas no setor e considera que o tema continuará na pauta eleitoral.
O presidente da Assembléia não abre o jogo sobre a estratégia de mar-keting do candidato tucano à governador, mas indica que segurança continuará sendo um tema a ser tratado com cuidado. “A performance do governador foi afetada por uma crise nacional na área de segurança. Mas nós equacionamos razoavelmente o problema de segurança e tivemos resultados importantes em casos complicados. A crise passou para recuperação e, é claro, que muitas coisas ainda têm que ser superadasâ€, cita.
Ele reforça a relação entre os casos solucionados e a popularidade de Alckmin. “Mas a resolução dos seqüestros de maior exposição nacional como o caso do Celso Daniel deram uma nova visibilidade ao governador Alckmin. Isso se reflete no empate entre o governador Alckmin e o Maluf neste momento. Mas ainda é muito cedo para falar em planos definidos. O Geraldo para nós é um candidato produto de um desdobramento muito maior que é o resultado da política de ajuste fiscal e investimentos pesados na área socialâ€, expõe Feldman.
O deputado estadual descarta, porém, a avaliação de que os problemas na área de segurança no governo estão relacionados com falta de comando.
Ele cita o atual secretário de Segurança, Saulo de Castro, e o anterior, Marco Petreluzzi, em seu comentário. “As dificuldades enfrentadas pelo Petreluzzi não são diferentes com o Saulo. O Petreluzzi fez um trabalho relevante de recuperação da polícia paulista, do ponto de vista técnico e do ponto de vista da integração. Mas nós do PSDB tivemos problemas em nos comunicar sobre o que estava sendo feitoâ€, avalia.
Feldman acha que o atual secretário está aproveitando o “salto†dado na gestão anterior. “O problema não é de nome na segurança. O problema foi de comunicação e demos um salto considerável nesta matéria e vamos continuar melhorando. A polícia no estado democrático é aquela que tem a confiança da população, aquela que opera, e é isto que estamos fazendoâ€, menciona.
Feldman não vê muitas novidades no quadro de alianças do PSDB em São Paulo. “Nós estamos construindo uma aliança de três anos, que foi progressivamente se consolidando com o PTB, PFL e PPS. Há seis meses tivemos também a aproximação do PSB e antes da verticalização esse quadro parecia bem claro. Com a definição vertical, a tradução do plano nacional aproximou o PMDB e o PFL passou a ficar solto na possível coligação regional, mas estamos conversando. O PPS acabou ficando mais distante com a candidatura do Ciroâ€, menciona.