Política

Walter Feldman vê avanços na segurança

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Walter Feldman (PSDB), comentou, ontem, em visita a Bauru, que há avanço na política estadual de segurança. Ele avalia que o governador Alckmin já está colhendo popularidade com as ações implementadas no setor e considera que o tema continuará na pauta eleitoral.

O presidente da Assembléia não abre o jogo sobre a estratégia de mar-keting do candidato tucano à governador, mas indica que segurança continuará sendo um tema a ser tratado com cuidado. “A performance do governador foi afetada por uma crise nacional na área de segurança. Mas nós equacionamos razoavelmente o problema de segurança e tivemos resultados importantes em casos complicados. A crise passou para recuperação e, é claro, que muitas coisas ainda têm que ser superadas”, cita.

Ele reforça a relação entre os casos solucionados e a popularidade de Alckmin. “Mas a resolução dos seqüestros de maior exposição nacional como o caso do Celso Daniel deram uma nova visibilidade ao governador Alckmin. Isso se reflete no empate entre o governador Alckmin e o Maluf neste momento. Mas ainda é muito cedo para falar em planos definidos. O Geraldo para nós é um candidato produto de um desdobramento muito maior que é o resultado da política de ajuste fiscal e investimentos pesados na área social”, expõe Feldman.

O deputado estadual descarta, porém, a avaliação de que os problemas na área de segurança no governo estão relacionados com falta de comando.

Ele cita o atual secretário de Segurança, Saulo de Castro, e o anterior, Marco Petreluzzi, em seu comentário. “As dificuldades enfrentadas pelo Petreluzzi não são diferentes com o Saulo. O Petreluzzi fez um trabalho relevante de recuperação da polícia paulista, do ponto de vista técnico e do ponto de vista da integração. Mas nós do PSDB tivemos problemas em nos comunicar sobre o que estava sendo feito”, avalia.

Feldman acha que o atual secretário está aproveitando o “salto” dado na gestão anterior. “O problema não é de nome na segurança. O problema foi de comunicação e demos um salto considerável nesta matéria e vamos continuar melhorando. A polícia no estado democrático é aquela que tem a confiança da população, aquela que opera, e é isto que estamos fazendo”, menciona.

Feldman não vê muitas novidades no quadro de alianças do PSDB em São Paulo. “Nós estamos construindo uma aliança de três anos, que foi progressivamente se consolidando com o PTB, PFL e PPS. Há seis meses tivemos também a aproximação do PSB e antes da verticalização esse quadro parecia bem claro. Com a definição vertical, a tradução do plano nacional aproximou o PMDB e o PFL passou a ficar solto na possível coligação regional, mas estamos conversando. O PPS acabou ficando mais distante com a candidatura do Ciro”, menciona.

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