Distribuidor gratuito de saúde nos mercados comuns das doenças, depois de afirmar que, em seus 62 anos de idade, nunca necessitara de recorrer a médicos e, muito menos, hospedar-se, mesmo que por poucas horas, em qualquer “hotel†hospitalar de quantos existem na cidade grande, um dos nossos amigos confessou-nos ser nada versado em enfermidades e respectivos remédios e, ao mesmo tempo, se nos manifestou interessados em saber alguma coisa sobre acupuntura, da qual ouve tanta gente falando sem que o ponha, ao menos um pouquinho, a par da matéria. “Que especialidade é essa colocada pela medicina para usufruto de determinados doentes e da qual estou fora?†- foi como a curiosidade do homem o levou a nos inquirir num encontro de esquina...
Os compêndios são geralmente econômicos nas definições, informando apenas que acupuntura quer dizer, nada mais, nada menos, que “picada feita com agulhaâ€. Mas o consulente e quantos se interessem pelo assunto querem bem mais. E, então, recorrendo a nossos registros, acrescentaremos imediatamente outras coisas, sem, no entanto, ter a veleidade de ir a tudo que os especialistas sabem, praticam e poderiam dizer. Conforme os nossos apanhados, acupuntura é uma técnica tradicional chinesa, baseada em conceitos muito abstratos quanto analisados pela ótica racionalista da medicina ocidental. E - pasmem nossos leitores - é usada há mais de 4.000 anos. Pasmem, igualmente, porque somente nos últimos 40 anos, se tanto, é que o Conselho Nacional de Medicina (Brasil) a reconheceu oficialmente como especialidade médica. Seu tratamento é feito com agulhas chinesas, estimulando alguns dos 365 pontos energéticos existentes sobre a pele. “A medicina admite a sua eficácia ao menos para o alívio da dor onde se exige um efeito antiinflamatório†- diz matéria que temos sobre ela, acrescentando que o “estímulo da agulha em um nervo vai parar na medula espinhal, aí passando por um conjunto de fibras nervosas e é transmitido para o tronco cerebral e para o cérebro. Ela obtém, também, bons resultados na maioria das doenças funcionais e tem sido empregada, igualmente, em distúrbios psiquiátricos, como ansiedade e depressãoâ€. Aí está. O que mais desejariam o bom amigo e os bons leitores saber sobre a tal? Não lograríamos definir o que falta. Mas, deve faltar muito ainda, logicamente. Desculpem-nos, portanto.
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado