Economia & Negócios

Procon orienta ler contrato de seguro com muita atenção

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

É crescente o número de reclamações recebidas pelo Procon sobre serviços prestados por seguradoras. A afirmação é do coordenador do órgão de defesa do consumidor, Sílvio Orti. Segundo ele, muitos problemas poderiam ser evitados através da leitura rigorosa do contrato firmado entre empresa e segurado.

De acordo com Orti, não há um levantamento estatístico que mostre o crescimento de queixas dessa natureza. Contudo, ele afirma ser notável a diferença em relação a anos anteriores.

Além de irregularidades eventualmente cometidas por companhias seguradoras, o coordenador do Procon diz que muitos desentendimentos são causados pelo fato do contratante do serviço não se interar sobre detalhes importantes. Ler o contrato com atenção parece ser lugar comum, mas é fundamental.

“Algumas empresas que comercializam aparelho de telefone celular, por exemplo, oferecem seguro contra roubo. Se acontece do consumidor ter o aparelho furtado, ele exige indenização. Contudo, no contrato está especificado que o seguro é contra roubo, que é diferente de furto”, exemplifica Orti.

Queixas comumente recebidas pelo Procon também se referem ao seguro residencial contra furto. Às vezes, apenas alguns objetos são colocados no seguro, só que isso não fica esclarecido.

Se ocorre de serem furtados objetos que não estavam segurados e o cliente não sabe disso, entra em conflito com a seguradora.

De acordo com Orti, na maioria das vezes, os problemas são causados por uma união de fatos. “Muitas vezes, na ânsia de fechar o negócio o vendedor não se interessa em esclarecer alguns pontos que poderão dificultar o recebimento da indenização. Do outro lado, as pessoas não têm o hábito de ler com atenção o contrato”, analisa.

Portanto, o coordenador do Procon diz que é fundamental o cliente obter informações sobre o que vai pagar, o que está sendo segurado e quais os procedimentos que deverão ser tomados quando a seguradora precisar ser acionada. Para Orti, falta ao consumidor masi cuidadoso.

Saúde

A presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor) em Bauru, Leilane Aparecida Figueiredo Strongren, diz que o maior número de reclamações por parte de segurados é referente ao “produto” saúde.

De acordo com ela, do total de queixas que chegam até o sindicato, 60% são referentes a esse segmento. Em segundo estão os seguros de automóveis, com 30%. O restante se divide entre seguro de vida e empresarial.

“Na saúde, grande parte das reclamações são sobre doenças que a companhia não aceita cobrir sob a alegação de que existiam antes do seguro ser feito. Também sobre a restrição de internação em determinados hospitais”, comenta Leilane.

De acordo com ela, o primeiro cuidado que deve ser tomado por quem pretende contratar um seguro - em qualquer área - é conhecer o corretor ou a companhia seguradora.

â€œÉ importante saber se o vendedor é habilitado e se está devidamente regulamentado. Para isso, basta ligar no sindicato que nós informamos se o vendedor ou a empresa é regulamentada. Isso evita que o contrato seja firmado por aproveitadores do mercado que não têm ligação com nenhuma companhia”, alerta.

O segundo passo seria obter informações claras sobre o produto que está sendo adquirido, conforme orientação idêntica do coordenador do Procon, Sílvio Orti.

“O corretor tem a obrigação de ceder todas as informações e adequar o plano ao cliente. Como funciona o seguro, por que está sendo apresentado aquele plano e não outro, o que é franquia, o que é perfil, quais outros planos de encaixam às necessidades do cliente e qual a cobertura são informações fundamentais”, destaca Leilane.

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