Com data-base em junho, os eletricitários estão se preparando para deflagrar a campanha salarial de 2002. Entre as principais reivindicações estão reajuste de 9,29% (índice acumulado dos últimos 12 meses calculado pelo Dieese) e a manutenção do atual acordo coletivo de trabalho até 2005.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia/CUT), Jesus Garcia, a pauta de reivindicações já foi aprovada pela categoria e será entregue nas empresas no próximo dia 10.
As distribuidoras de energia situadas na região de Bauru são a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e a AES.
De acordo com Garcia, somente na CPFL o acordo coletivo tem validade até 2003. Nas outras, vence em junho. O objetivo do sindicato é lutar pela manutenção do contrato atual até o ano 2005.
“Quanto aos salários, iremos lutar por um índice de reposição da inflação necessário para corrigir o poder de compra dos trabalhadores e pela correção dos nossos benefíciosâ€, afirma Garcia.
Outro ponto importante que consta da pauta de reivindicações é a manutenção do emprego, aliada à luta contra as privatizações.
“As privatizações resultaram em redução do número de trabalhadores e nós vamos reivindicar a garantia da manutenção dos postos de trabalho. Também continuaremos lutando contra a privatização dos serviços públicos essenciaisâ€, ressalta o diretor do Sinergia.
Outra reivindicação será pela liberdade e autonomia sindical, considerada fundamental pela categoria, além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das empresas.
No dia 10 de maio, a pauta será protocolada em todas as companhias e, em junho, começará a ser executado o plano de luta dos eletricitários.
“Começaremos com paralisações de uma hora para chamar a atenção da direção das empresas para a nossa campanha. Essas interrupções do trabalho serão aumentadas gradativamente. Se no final de junho não houver nenhuma definição, poderemos fazer greveâ€, afirma Garcia.
Ele diz que a categoria está unida e bastante mobilizada para participar ativamente da campanha salarial deste ano. Contudo, o dirigente sindical prevê dificuldades nas negociações com as companhias.
“Neste ano a situação está mais difícil. Por causa do racionamento, as empresas irão alegar que tiveram grandes perdas de receita, mesmo com toda a sociedade sabendo que o governo está cobrindo tudo. Então, será uma negociação delicadaâ€, observa Garcia.