Em editorial publicado na Folha de SP, em 22/4/2002, um deputado federal manifesta sua decepção com o distanciamento do atual governo em benefício da população brasileira. Diz-se decepcionado também, com a própria dinâmica de funcionamento da Câmara dos Deputados, onde o parlamentar pode apresentar quantos projetos de lei quiser, participar de todos os debates no plenário e nas comissões, mas, na prática só tem andamento na Casa, o que o presidente da Mesa e o Colégio de Líderes bem entenderem. O líder de um partido costuma tomar suas próprias decisões sem ouvir sua bancada ou, quando muito, consultando poucos vice-líderes.Isso me faz crer que vivemos uma ditadura fantasiada de democracia, onde se prega: faça o que eu digo mas não faça o que eu faço.
Fala-se de reforma política e tributária desde 1992 e até agora não fizeram nada. Fala-se de reforma trabalhista e o que se vê, são atitudes que prejudicam o trabalhador e a trabalhadora, tentando acabar com os direitos da mulher, que foram conseguidos a duras penas. Para confirmar minhas palavras, basta apenas analisar a tal flexibilização das leis trabalhistas. A população brasileira precisa aprender a lutar pelos seus direitos, a não ficar omissa diante dos desmandos daqueles que visam apenas seus interesses e protagonizam barganhas vergonhosas, deixando de lado, as ideologias partidárias e o bem-estar da população, apenas para se manterem no poder. Hoje, às vésperas das eleições presidenciais, qual o candidato que apresentou seu plano de governo?
Todos estão preocupados em apresentar problemas. Problemas, todos nós sabemos quais são. O principal deles é o desemprego. O que será feito para eliminar o desemprego? Sim, porque acabando com o desemprego, até a saúde vai bem, porque o trabalhador terá condições de pagar uma consulta médica e não precisará aguardar meses para fazer um exame, isso, quando o exame é coberto pelo SUS. Caros leitores, vamos nos unir para melhorar a qualidade dos nossos governantes. Vamos estimular os nossos jovens a se politizarem para que surjam novas lideranças para mudar a cara do Brasil. Chega, não podemos mais continuar nas mãos dos mesmos políticos, que decidem o nosso destino há mais de 20 anos. (Haydée das Dores de Souza - coordenadora do Movimento Feminino do PMDB de Bauru)