Regional

Universitários são detidos por exercício ilegal da medicina

Por Da Redação | Com agências Folha e Estado
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Avanhandava - O médico Alexandre Sabino Neto, 43 anos, diretor de Saúde do município de Avanhandava, na região de Araçatuba, foi preso na madrugada de ontem, juntamente com os estudantes de Medicina, Henio Vianna Filho, 22 anos, e Marcelo Bianco Quirici, 24 anos. O delegado Carlos Henrique Cotait autuou o médico sob acusação de falsidade ideológica e os estudantes por exercício ilegal da Medicina.

Segundo a polícia, os estudantes ainda estão cursando o 4.º ano de Medicina em uma universidade de Marília. Apesar disso, nos últimos 15 dias, eles vinham atendendo doentes no Pronto-Socorro Municipal de Avanhandava como se fossem médicos. Pouco antes de serem presos, eles atenderam uma criança de dois anos que deu entrada no pronto-socorro com vômitos.

Segundo a mãe da criança, Angelita de Souza Silva, Vianna e Quirici omitiram que eram apenas estudantes. “Para mim eles eram médicos”, disse Angelita. O diretor de Saúde não estava presente e foi preso posteriormente. Sabino foi autuado por falsidade ideológica porque, de acordo com a polícia, assinava documentos como responsável por procedimentos médicos que, na verdade, eram realizados pelos estudantes.

Os acusados seriam levados ainda ontem à cadeia da vizinha cidade de Penápolis. Nenhum deles quis dar entrevista. Seus advogados estavam tentando, no Fórum de Penápolis, conseguir o relaxamento da prisão em flagrante.

O advogado de Sabino, Ladesael Bernardo, entrou com pedido de habeas corpus, no Fórum de Penápolis. Segundo ele, os estudantes não trabalhavam como médicos no posto de saúde, e sim como estagiários. “Isso foi uma ação política de adversários do prefeito, que não querem o funcionamento do posto de saúde”, disse o advogado.

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