Apesar de serem as comandantes do lar, as mães de hoje em dia valorizam muito mais o seu lado mulher. Por isso mesmo, os presentes que as deixam mais felizes no Dia das Mães são objetos e artigos para uso pessoal, como roupas, jóias e perfumes. Mas também existem as “mãezonas†que aceitam de bom coração um presente que vai servir para a família toda.
Como um bom filho é aquele antenado no gosto da mãe, a maioria dos entrevistados pelo Jornal da Cidade diz que costuma acertar no gosto da progenitora na hora de presentear.
A dona-de-casa Maria Rosa Medina da Silva confessa que fica muito mais contente quando recebe coisas para uso próprio. “Eu gosto de presentes pessoais, mas qualquer lembrancinha me faz felizâ€, diz, com o ar tradicional de mãe.
Ela conta que o que a deixa emocionada é o fato dos filhos lembrarem dela. “Qualquer coisa que eles me dão é muito marcanteâ€, salienta.
Devido à sua profissão, a assistente social Maria Aparecida Rondon Daniel nunca cultivou nos filhos (dois homens e uma mulher) o hábito de presentear. “Eu convivo com uma realidade muito complicada e preferi criar meus filhos mais sensíveis a issoâ€, explica. Agora que estão na faixa etária de 19 a 23 anos, fica a critério deles comprar o presente. “Quem costuma fazer isso é a meninaâ€, diz.
Apesar de não receber presentes com freqüência, Maria Aparecida confessa que adora quando é surpreendida com um vidro de perfume importado. “Não precisa ser necessariamente no Dia das Mãesâ€, destaca.
Uma saia branca é o que faz a cabeça da cabeleireira Loidir Ferreira Rodrigues. Ela gosta de ganhar roupas e objetos pessoais no Dia das Mães, mas frisa que não dispensa utilidades domésticas. “Se for uma coisa que sirva para toda a família, eu fico muito felizâ€, conta.
No momento, ela diz que ficaria bastante satisfeita se ganhasse um ventilador de teto para colocar na sala. “Seria muito interessante se recebesse um ventilador de presenteâ€, ressalta.
A filha dela, Loidimara Mariano Rodrigues, lembra que a mãe é bastante exigente. Por isso, ela procura descobrir o que a progenitora está precisando para deixá-la feliz. “Por exemplo, se ela está meio deprimida, tristinha, eu aposto em presentes emocionais.†Nessa categoria se encaixam mensagens por telefone, flores ou até mesmo jóias.
Como também é mãe, Loidimara diz que as mulheres costumam ficar muito emocionadas quando os filhos dão algo que toca o coração. “Não precisa ser nada muito caro, não. Tem coisas que são inesquecíveis.â€
Ela conta que, no ano passado, recebeu da filha, a pequena Inara Luiza, de 3 anos, uma agenda feita pela criança com a ajuda de sua professora. No exemplar, além de uma bela mensagem nas páginas internas, há uma foto da garota na capa. â€œÉ um orgulho. Eu carrego a agenda comigo para todos os lados e faço questão de mostrar como a minha filha é lindaâ€, diz a “mãe corujaâ€.
Fugindo do convencional
A relações públicas Alessandra Almeida tem uma relação muito próxima com sua mãe, Luzia Almeida. As duas são como grandes amigas e compartilham segredos e confidências. Por isso, ela não encontra nenhuma dificuldade quando precisa comprar um presente para a mãe. “Eu conheço os gostos dela e acho que nunca errei ao dar um presenteâ€, destaca.
A preferência de Luzia, segundo Alessandra, é por presentes culturais. “Eu sempre fujo do convencional. Prefiro dar livros sobre anjos, CD’s e velas perfumadas, que são coisas que ela adoraâ€, diz.
Eletrodomésticos e roupas, nesse caso, estão fora de cogitação. “Minha mãe é mais despojada e gosta de roupas muito simples. Para não cair na mesmice, prefiro comprar coisas diferentesâ€, frisa a relações públicas.
A balconista Camila Lopes da Silva ressalta que tem um pouco de trabalho para escolher o presente certo para a mãe, Roseli Lopes da Silva. “Ela é bastante exigente e adora ganhar coisas pessoaisâ€, conta.
A balconista salienta que presenteou a mãe com uma calça, certa vez, e ela não gostou. “Minha mãe preferiu trocar o presente, mas eu não fiquei chateada. Ela tem que usar o que gostaâ€, destaca.
Homem geralmente sofre um pouco mais para acertar o gosto das mulheres, mesmo que sejam as mães. Mas o estudante Paulo Bonini Ferrão destaca que costuma acertar na lembrança. “Geralmente minha mãe gosta muito do que eu dou.â€
Ele aposta em objetos de uso pessoal, como bijuterias, flores e perfumes. “Tem muitas opções no mercado e isso atrapalha um pouco na hora de escolher. Mas, geralmente eu acerto no presenteâ€, ressalta.