O município de Bauru pode estar perto de dar um destino ecologicamente correto aos seus animais mortos. A possibilidade está sendo aventada com a instalação de uma empresa especializada no tratamento de resíduos sólidos e detritos hospitalares, a Silcon, que já mantém filiais em Paulínia e Mauá.
Segundo Domingos Malandrino, diretor de Indústria e Serviços da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a vinda da Silcon para a cidade é quase certa, estando, por ora, sob apreciação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema). O organismo busca garantias sobre a viabilidade técnico-ambiental da empresa. “Queremos nos certificar de que teremos soluções e não problemasâ€, enfatizou o diretor.
A cautela em aprovar a concessão de uma área à Silcon é perfeitamente justificável e correta, na medida em que seu material de trabalho é altamente contaminável - lixo hospitalar, por exemplo.
Uma vez em funcionamento e contratada pelos devidos trâmites legais (licitações), a empresa passará a esterilizar o lixo numa autoclave, permitindo seu despejo no aterro sanitário sem ameaças à saúde pública ou ao meio ambiente. As possibilidades, no entretanto, vão além.
Nas conversações com a Silcon, a prefeitura sugeriu a instalação de uma câmara frigorífica para estocar carcaças de animais. Se a proposta for aceita - o que é bem provável, na opinião de Malandrino -, os restos deixarão de ser enterrados para ter o destino mais apropriado: a incineração. No caso, as carcaças seriam periodicamente levadas para Paulínia, onde a filial possui incinerador.
Obviamente, todo esse serviço não será gratuito, cabendo seu custeio aos proprietários. Antes disso, porém, a cidade terá de ter uma lei para o cadastramento dos animais e, conseqüentemente, dos respectivos donos. Resta saber quem ficará responsável pelo enorme contingente de bichos órfãos.