Bairros

Destino de carcaças é paliativo

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Os animais mortos recolhidos pela Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear) são enterrados em conformidade com as regras ambientais básicas, mas o procedimento ainda está longe do desejável.

O ideal, segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Pires, seria incinerar as carcaças, livrando totalmente o solo das ameaças de contaminação. Hoje, apenas as áreas de preservação permanente, onde o lençol freático localiza-se muito próximo à superfície, são legalmente poupadas.

As estatísticas oficiais mostram que, somente este ano, 183 animais, entre gatos, cachorros, vacas e cavalos, foram enterrados pela Sear. Geralmente, a morte é comunicada às regionais administrativas, que providenciam a retirada e o transporte das carcaças até o “cemitério” informal mais próximo.

O número de mortes, no entanto, seria muito maior se fossem computados os casos domésticos e os ocorridos nas clínicas veterinárias. Via de regra, os dados da Sear limitam-se aos animais sem dono, mortos em conseqüência de atropelamento, velhice e doença.

Os cachorros encabeçam a lista em termos quantitativos, seguidos de gatos e cavalos. A Regional Administrativa da Vila Falcão é a que mais realizou recolhimentos e enterros, somando 24,6% do total. As regionais Bela Vista e Independência aparecem logo atrás.

A concentração de bolsões de miséria na região desses bairros justifica os números, na medida em que os eqüinos são largamente usados por catadores de papel e lixo reciclável. Nessas localidades, a quantidade de cachorros errantes vítimas de pestilências também é grande, razão pela qual se explica o alto índice de mortandade nas ruas.

A administração municipal vem discutindo alternativas para resolver definitivamente o problema de destinação das carcaças. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano de Bauru (Emdurb) tem, em sua lei de diretrizes orçamentárias, a proposta de construir um incinerador, o qual também estaria servindo para destruir o lixo hospitalar do município. O projeto, no entanto, não mostrou avanços até o presente momento.

Mais recentemente, também tem se discutido a possibilidade de o serviço passar à iniciativa privada. Uma empresa que está na iminência de instalar-se na cidade, inclusive, está sendo sondada a respeito

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