RH & Tendências

Por que sempre o novo?

Davison de Lucas
| Tempo de leitura: 2 min

Conversando, recentemente, com um empresário da área calçadista, da cidade de Franca, ele confidenciou que tem assistido muitas palestras e cursos sobre administração de empresas e não tem visto nenhuma novidade.

Concordei com ele, pois desde a última década de 80 o que se vê são melhorias e adaptações em cima de idéias antigas.

Relembrei Alfred Sloan, a frente da GM por volta de 1930, que sistematicamente, a cada 7 semanas, se ausentava de suas funções administrativas para ouvir pessoalmente clientes de concessionárias do interior americano, visando detectar mudanças comportamentais e possibilidades de melhorias. Atitude essa que hoje está na última moda.

Mas, perguntei para esse executivo, porque procurava o “novo” considerando que no seu caso as velhas e atuais filosofias administrativas estão funcionando muito bem e trazendo ótimos resultados. Não conseguiu responder coerentemente.

Não quero com isto estimular a acomodação, mas uma empresa na maioria das vezes, não precisa do “novo”. Precisa do “velho” bem feito.

O novo quando é muito novo, não bem testado ainda na cultura brasileira, considerando que a maioria das novidades vem de fora, ao invés de ajudar, pode atrapalhar.

Dentro dos princípios da ética, o importante é ter resultados. De que adianta a empresa ser moderninha e não ter dinheiro no bolso.

Sou muito fã da simplificação total. Portanto, muito cuidado com as novas teorias. Algumas sugestões só tem vez no mundo acadêmico.

Muito cuidado com filhos que vão estudar no exterior e voltam sedentos para modificar tudo que encontram pela frente. Eles são um perigo, no início. Geralmente o novo necessita ficar velho para dar certo, não é verdade.

Pense nisso!

Sugestão de melhoria

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados www.mdavison.com.br

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