Política

Barelli promete defender emprego na Câmara

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O pré-candidato Walter Barelli (PSDB) esteve ontem em Bauru. Com um discurso a favor do emprego, ele pretende ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. O tucano foi patrono dos alunos do curso de Direção Defensiva promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte (Sindbru).

Para ele, o Brasil precisa crescer para reduzir o índice de desemprego. “O desemprego tem várias causas, mas a questão do crescimento do País é a mais importante. Para crescer, o Brasil precisa reduzir os juros. No Banco do Povo nós demos essa sinalização, com o menor juro do mercado, 1% ao mês, o que ainda é alto se compararmos com os juros internacionais, porém é um dos menores considerando os padrões brasileiros.”

Programas específicos para os setores mais afetados pelo desemprego é outro ponto defendido pelo pré-candidato. “Os jovens de 18 anos e os adultos com idade acima de 40 anos são os mais afetados. Para os jovens criamos o programa Jovens Cidadão Serviço Civil Voluntário que eu estou querendo transformar em lei.”

Para os adultos com idade acima de 40, Barelli defende o auto-emprego. “O Programa de Auto-Emprego através do empreendedorismo foi criado em 96 e desde então foram criadas 700 novas empresas de caráter cooperativo, dando oportunidade de emprego e renda para este segmento da sociedade.”

Banco do Povo

Criado para financiar microempresários e trabalhadores informais, na gestão do ex-secretário de Emprego e Relações do Trabalho do Estado, Walter Barelli, o Banco do Povo está presente em 160 municípios do Estado de São Paulo. Em Bauru ele ainda não foi instalado e em Agudos já foi fechado.

Segundo o tucano, o Banco do Povo não foi instalado em Bauru, mas poderá ser. “Eu estive na cidade logo após a reeleição do prefeito. Naquele momento ele não estava interessado. Posteriormente ele me ligou e ficou de verificar a viabilidade. Estou aguardando novo contato.”

Sobre o fechamento da agência na cidade de Agudos, Barelli limitou-se a dizer que desconhece o fato porque deixou a secretaria em janeiro. “Foi o único que fechou. O banco é uma parceria do Governo do Estado com a prefeitura. O governo entra com 90% dos recursos. Em Agudos fechou o banco e o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT). O Estado entrou com os recursos, isso eu sei.”

Segundo declarações do prefeito de Agudos, José Carlos Octaviani (PMDB), na última semana, o Banco do Povo foi fechado por ser contraproducente. Teria sido procurado por duas mil pessoas e apenas 52 conseguiram crédito. O custo de manutenção do banco, cerca de R$ 3 mil foi considerado alto para número de atendimentos.

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