Polícia

Final de semana tem quatro apreensões de arma de fogo

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

Nos últimos dois dias, quatro armas de fogo foram apreendidas pela Polícia Militar. Além disso, uma arma foi entregue espontaneamente na delegacia.

De acordo com o delegado de polícia de plantão ontem, Renato Cagnacci Filho, esse número relativamente alto de apreensões está ocorrendo pelo fato da pessoa portar a arma. Ou seja, a pessoa possui e deixa guardada, mas numa eventualidade, como uma briga, por exemplo, acaba utilizando o instrumento e causando problemas.

Anteontem, uma pessoa, de acordo com o delegado, foi até o Plantão Policial, apresentou sua arma, com os devidos registros e disse que não gostaria de continuar com o objeto. “Apesar de não estarmos em campanha, algumas pessoas ainda estão se conscientizando de que o desarmamento é viável”, disse.

A primeira apreensão ocorreu por volta das 23 horas de anteontem, quando Paulo Celso Nicoleto estava fechando as portas de seu estabelecimento. No momento em que Nicoleto estava saindo, João Aparecido dos Santos, de acordo com o boletim de ocorrência (BO), tentou entrar no local possivelmente embriagado. Para evitar que Santos entrasse no estabelecimento, Nicoleto teria ido em direção ao freguês, quando este tirou um revólver da cintura e apontou para o proprietário do local. Nicoleto teria conseguido desarmar Santos e acionar a polícia.

No BO, consta ainda que a arma apreendida está em estado precário de conservação, não indicando estar apta a efetuar disparos.

Contudo, Nicoleto afirma no BO que Santos, ao ser desarmado, teria confessado que pretendia matar uma pessoa com quem teria brigado anteriormente.

Santos foi submetido a exame clínico de embriaguez, mas Nicoleto não quis representar contra o agressor.

Briga

A segunda apreensão ocorreu por volta das 4 horas da madrugada de ontem. Patrícia Forte de Oliveira, 20 anos, recebeu voz de prisão após ser abordada por policiais militares. Ela portava um revólver calibre 38 com três cartuchos intactos e um deflagrado. Depois de prestar depoimento no Plantão Policial, um conhecido de Patrícia pagou a fiança do crime e a garota foi liberada.

Os policiais militares que levaram Patrícia ao Plantão Policial, através de uma denúncia anônima, foram até a Associação de Moradores do Jardim Progresso, na madrugada de ontem, para averiguar uma briga que estaria acontecendo no local.

Chegando lá, se depararam com Cléber Aparecido Eduardo, 20 anos, e João Batista Santos Júnior, 21 anos, que contaram que haviam levado coronhadas. O autor das agressões, segundo consta no BO, teria sido João Carlos de Oliveira Ferreira, 21 anos. Ele foi submetido à revista pessoal, mas nada foi encontrado em seu poder. Ferreira, ainda de acordo com o BO, teria negado a prática de agressões contra as duas vítimas.

Patrícia também estava envolvida na confusão e foi abordada. Com ela, os policiais encontraram um revólver 38 e quatro cartuchos, estando um deflagrado.

Os policiais relataram que a pessoa que fez a denúncia anônima afirmou que havia uma briga no local e teria escutado um disparo de arma de fogo.

Patrícia foi indiciada e encaminhada ao Plantão Policial, onde após pagar a fiança, foi liberada. Ferreira foi submetido a exame residuográfico. As vítimas, Eduardo e Santos Júnior foram levados ao Pronto-Socorro da Bela Vista, e em seguida, transferidos ao Pronto-Socorro Central, onde permaneceram para serem medicados.

Duas vítimas

Por volta das 4h30 da madrugada de ontem, ocorreu a terceira apreensão de arma de fogo. A Polícia Militar foi acionada para comparecer a uma danceteria localizada na esquina da rua Gérson França com a 1.º de Agosto, onde estaria ocorrendo uma briga generalizada.

No local, haviam dois rapazes feridos por disparos de arma de fogo, supostamente efetuados por Deivid Porto da Rosa. Uma das vítimas foi W.A.S., 16 anos e a outra, Carlos Roberto Lopes, 25 anos.

Consta no boletim de ocorrência que a munição da arma de Rosa teria acabado e, por esse motivo, ele teria abandonado o objeto e, com medo de ser agredido correu até o Plantão Policial, em busca de abrigo. Ele teria sido seguido pelas duas vítimas. Um dos rapazes apresentava ferimento na perna e o outro nas nádegas.

Chegando ao Plantão Policial, os dois feridos foram encaminhados ao Pronto Socorro Municipal, onde permaneceram para receber cuidados médicos.

A arma, um revólver calibre 22, foi encontrada na rua e entregue aos policiais por um dos sócio-proprietários da danceteria. Haviam seis cartuchos deflagrados.

Rosa nega ser o proprietário da arma e o fato de ter efetuado os disparos.

Para averiguação, foram solicitados exame residuográfico de Rosa e exame pericial na arma, além de corpo de delito das vítimas.

Em família

Um pouco antes das 9 horas de ontem, a Polícia Militar recebeu um chamado de Maria Zilda Gonçalves de Paula, 45 anos, moradora de um sítio localizado na rodovia Bauru-Iacanga. Ela afirmou que seu marido estaria agredindo a ela e sua filha, Letícia Aparecida Gonçalves de Paula, 18 anos.

Os policiais chegaram ao local e constataram que José Rita de Paula possuía uma cartucheira, calibre 36, com a qual teria ameaçado sua esposa e sua filha várias vezes, como consta no boletim de ocorrência.

José Rita de Paula teria dito aos policiais que havia “passado um corretivo” na filha, porque ela o teria desobedecido.

Ele mesmo indicou o local onde estaria escondida a arma, que foi apreendida. José Rita de Paula recebeu voz de prisão em flagrante e as vítimas tiveram que se submeter a exames de corpo delito.

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