A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Planejamento Urbano e Habitacional (Sincohab) afirmou ontem que a Companhia de Habitação Popular (Cohab) é viável e prometeu apresentar alternativas implantadas em outras unidades do gênero no Estado para salvar o processo de insolvência enfrentado pela companhia local.
Segundo o presidente da entidade, Manoel Dias do Nascimento, após o dia 15 de maio uma nova reunião será marcada com a direção da Cohab-Bauru para a discussão das propostas. Na ocasião, o sindicato adianta que apresentará que, na visão da entidade, vão de encontro à solução dos problemas que envolvem o “sistema†Cohab em todo o Estado de São Paulo.
O prazo até o final da quinzena deste mês foi definido como limite para que a comissão municipal que discute a insolvência da Cohab apresente um relatório sobre a situação da empresa e sua perspectiva. A comissão montada pela Câmara é presidida pelo vereador João Parreira (PSDB). “Em conjunto com diversos setores, pretendemos mostrar à Câmara de Bauru que a Cohab é viável e que é possível encontrar a saída para essa situação. Para os trabalhadores, ficou o desafio de fazer propostas, que também serão apreciadas pela direção da Cohabâ€, diz o advogado do sindicato, Luís Carlos Laurindo.
De acordo com ele, o objetivo do Sincohab é, até o último momento, evitar demissões. Para alcançar essa meta, a entidade se apóia na elaboração de propostas, embora não tenha adiantado quais serão as sugestões. “Essas propostas também se baseiam em experiências e estratégias positivas adotadas por outras Cohabs do Estado. Queremos discutir a possibilidade de implantá-las em Bauruâ€, acrescenta Laurindo.
Para Nascimento, o governo precisa investir numa política específica voltada à habitação, com urgência.
A posição do sindicato surgiu depois que a direção da Cohab indicou em reunião com os acionistas a necessidade de implementação de um plano de enxugamento do quadro de funcionários. A Cohab-Bauru arrecada cerca de R$ 250 mil/mês e consome R$ 500 mil para manter em torno de 115 funcionários. A companhia não constrói casas há dez anos.