Polícia

Dise combate droga em repúblicas

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru desencadeou há uma semana um plano de combate ao tráfico, prevenção e conscientização do uso de substâncias entorpecentes nas repúblicas de estudantes da cidade. O trabalho é fruto das inúmeras queixas de festas de “embalo” nas moradias.

O uso de substâncias entorpecentes entre os estudantes de 2.º grau e universitários é uma realidade que vem sendo combatida, segundo o titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos. “A maconha é a droga preferida. Os estudantes acham que o uso da maconha não é crime, mas isso não é verdade.”

O plano desencadeado pela delegacia visa identificar as moradias onde as festas são regadas à droga. â€œÉ importante que o estudante saiba que o porte e uso da droga é tipificado no artigo 16 da Lei 6368/76 (Lei de Entorpecente). A pena máxima é de detenção de dois anos”.

Porém, se na república houver algo que tipifique o tráfico, o estudante poderá ser enquadrado no artigo 12 da mesma lei. “Uma simples embalagem, um cheiro ou algo que demonstre que a droga foi fornecida, ainda que gratuitamente, poderá levar o morador à cadeia. A pena é de três a cinco anos de reclusão, regime fechado.”

O delegado diz que algumas buscas já foram feitas e, em conseqüência, já foram feitas apreensões. “Temos informações que alguns estudantes trazem a maconha de suas cidades de origem. Outros, adquirem a droga em Bauru.”

Equipes da Dise, segundo o titular, trabalham no levantamento das festas, enquanto que outras trabalham nas buscas. “São muitas queixas. Temos informações de que há estudantes que promovem as festas com o intuito do uso de substância entorpecente.”

Droga do amor

O ecstasy, entorpecente sintético conhecida por droga do amor, não está chegando em Bauru, segundo o delegado da Dise. Ele garante que já tem equipes nas casas noturnas fazendo os levantamentos. “Direcionamos as investigações para as casas noturnas em função de comentários de que jovens estariam usando a droga na cidade. Até o momento, não detectamos o uso.”

José Henrique Gomes dos Santos frisa que vai agir com rigor. “Essa droga causa um mal muito grande ao usuário e pode promover a violência, pois ela é excitante se ingerida com bebidas.”

Maconha & haxixe

Na noite de domingo, a polícia apreendeu 99,2 gramas de maconha e 3,3 gramas de haxixe. As drogas estavam acondicionadas em uma pochete sobre a cama de C.P. (nome não divulgado pela polícia), 21 anos.

A prisão foi possível porque o acusado, bastante alterado, brigou com a namorada e passou a agredi-la fisicamente. Ela acionou a polícia e contou que o namorado tinha drogas na casa dele.

C.P. foi encaminhado ao plantão da Delegacia Seccional onde foi autuado em flagrante e levado para a cadeia pública.

Sinais do uso de drogas

• mudanças bruscas no comportamento

• queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos

• queda na qualidade do trabalho, inquietação, irritabilidade, insônia ou, ao contrário, depressão e sonolência

• atitudes furtivas ou impulsivas, uso de óculos escuros, mesmo sem excesso de luz, camisas de manga longa, mesmo no calor

• usos de sons em alto volume

• troca do dia pela noite, síndrome emotivacional

Sintomas

Maconha, Marijuana, Haxixe, 0-9-THC: tagarelice, excitabilidade, risadas ou depressão e sonolência. Aumento do apetite (doces), olhos vermelhos congestos, alucinações, distúrbios na percepção do tempo e do espaço.

Cocaína: excitação, aumento da atividade, agressividade, idéias delirantes com suspeita de tudo e de todos, palidez acentuada e dilatação da pupila.

Fonte: Denarc

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