Regional

Balbinos escolhe prefeito em junho

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Balbinos - A notícia caiu como uma bomba ontem à tarde, em Balbinos: o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou para o dia 16 de junho a nova eleição para prefeito e vice-prefeito na cidade. Os presidentes dos diretórios municipais dos partidos de Balbinos foram notificados ontem, e os futuros candidatos devem ser registrados até o dia 16 de maio.

Desde o afastamento do prefeito Mário Luizão (PTB), eleito nas eleições de outubro de 2000 com 54,69% dos votos, em abril do ano passado, moradores e políticos da cidade aguardavam a nova data. A surpresa foi que ninguém esperava a decisão tão logo, nem mesmo o prefeito interino de Balbinos, Ed Carlos Marin (PSDB), vereador mais bem votado e presidente da Câmara Municipal.

“Fiquei sabendo às 17h30”, afirma Marin. Para ele, Luizão e o candidato derrotado em 2000, José Márcio Rigotto (PMDB) são os nomes naturais para disputar a eleição temporã. Marin, no entanto, revela que quer entrar no páreo, mas vai aguardar a decisão do partido. “Pretender (ser candidato) eu pretendo, mas agora tenho que consultar o partido”, diz.

Desde dezembro de 2001, quando o segundo colocado, Rigotto, foi afastado do cargo, Marin é o prefeito de Balbinos. Ele acredita que a população está aprovando sua breve gestão, daí a vontade de ser prefeito pelo voto popular. “A chance é grande”, ressalta.

Desânimo

Luizão, o pivô da indefinição na política balbinense, está satisfeito com a decisão do TRE. “Eu estava brigando por isso: se tivesse a nova eleição, eu iria ser candidato”, afirma.

Como toda a cidade, ele também ficou sabendo da nova data no fim da tarde de ontem. Para Luizão, o “16 de junho” irá colocar um ponto final - ao menos por enquanto - no “desânimo” que tomou conta de Balbinos. “Fica uma indefinição aqui no município; o presidente da Câmara não sabe se vai ficar, não pode programar muitas coisas a longo prazo”, observa.

De acordo com Luizão, a nova eleição também irá evitar um outro problema: no fim do ano, vence o mandato do atual presidente da Câmara e, por extensão, do atual prefeito, Ed Carlos Marin. Luizão diz que, provavelmente, Balbinos teria outro prefeito no ano que vem. E mais outro em 2004.

Rigotto

O outro candidatável à Prefeitura de Balbinos, José Márcio Rigotto, que já foi prefeito da cidade, foi um dos últimos balbinenses a receber a notícia da decisão do TRE. Ele havia chegado à cidade apenas na noite de ontem. “Eu não imaginava que fosse sair já”, afirma, também surpreso.

Depois de seu afastamento do cargo, em dezembro de 2001, Rigotto voltou a dedicar-se à sua construtora e diz que está feliz assim. “Eu acho que vou deixar essa briga para o Ed e para o Mário”, ressalta. “Hoje o Mário e o Ed é que teriam condição de disputar; o Mário porque ganhou e o Ed porque está no poder”, teoriza.

Ele garante, no entanto, que, se um dos dois não for disputar, ele entra na briga. “A hora é dos dois. Agora, um sozinho não vai; se sair um, eu estou junto”, afirma.

De acordo com a decisão do TRE, o prefeito e o vice-prefeito eleitos devem ser assumir os cargos até o dia 11 de julho.

Quem é o prefeito?

Mário Luizão (PTB) foi eleito prefeito de Balbinos em outubro de 2001 com 513 votos, o que equivale a 54,69% dos votos válidos. Seu único concorrente, o ex-prefeito José Márcio Rigotto (PMDB), teve 423 votos, ou 45,31%.

Luizão, na verdade, foi reeleito, porque já havia assumido a prefeitura quando o então prefeito José Carlos Garzin - de quem ele era vice - foi cassado após uma série de denúncias de irregularidades em seu governo. Em 1 de janeiro de 2001, Luizão foi diplomado, mas seu mandato acabou logo.

Quando saiu do PFL para ingressar no PTB e sair candidato pelo partido às eleições municipais, Luizão não avisou à Justiça Eleitoral que havia se desligado do antigo partido.

Como conseqüência, em abril de 2001 ele perdeu o mandato por duplicidade de filiação partidária, o que é proibido.

O segundo colocado, Rigotto, assumiu a prefeitura, e lá ficou por um perído um pouco maior: sete meses. Em dezembro de 2001, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que a diplomação de Rigotto contrariou dispositivos do Código Eleitoral, que determinam que, quando mais de 50% dos votos forem dados a candidato inelegível, deve ser feita uma nova eleição no município. Como Luizão tivera quase 55%, a eleição foi anulada.

Desde então, o presidente da Câmara, Ed Carlos Marin (PSDB), assumiu a prefeitura - e o povo de Balbinos aguardava a decisão do TRE para novas eleições, divulgada ontem.

Anotem: os balbinenses vão às urnas no dia 16 de junho, para escolher entre Luizão, Marin e, correndo por fora, Rigotto. O vencedor assume até 11 de julho. Por enquanto.

Comentários

Comentários