O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que não há problemas com o PFL no Estado, mesmo com as dificuldades entre os dois partidos para fecharem uma coligação nacional.
“O relacionamento aqui em São Paulo sempre foi bom. O PFL participa da base de sustentação de governo, nos ajuda na governabilidade, ajuda a aprovar os projetos do interesse do povo de São Paulo na Assembléia Legislativaâ€, afirmou Alckmin, em entrevista à rádio Eldorado.
Na semana passada, os dois partidos formalizaram aliança para disputar o governo do Estado. De acordo com Alckmin, com a coligação, o senador Romeu Tuma (PFL) deve ser indicado a uma das vagas para o Senado.
Ontem à noite, no Palácio da Alvorada, um jantar entre a cúpula do PFL e do PSDB abriu novo diálogo entre as legendas para uma composição em âmbito nacional, segundo afirmou o presidente do PSDB, José Aníbal.
Para Alckmin, as acusações de que houve cobrança de propina durante o processo de privatização da companhia Vale do Rio Doce, em 1997, não irão atingir o pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra.
“Eu acho difícil que atinjam o senador José Serra por várias razões. Na realidade é um caso antigo, de 1994, uma acusação de que poderia ter havido uma tentativa de suborno, que na realidade não ocorreu, portanto, uma tentativa frustrada. Não tem fato novo e envolvendo uma pessoa como o senador José Serra. É estranho que isso ocorra às vésperas da eleiçãoâ€, afirmou Alckmin.
Neste fim de semana, reportagem da revista “Veja†relatou um suposto pedido de propina do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira para montar um consórcio para a privatização da Vale. O pedido, no valor de R$ 15 milhões, teria sido feito ao empresário Benjamin Steinbruch.
Ricardo Sérgio foi responsável pela arrecadação de dinheiro para a campanha de José Serra ao Senado, em 1994.