Polícia

Reduz a criminalidade na zona leste

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A integração entre as polícias Civil e Militar está refletindo no índice de criminalidade na área leste de Bauru. O número de roubos diminuiu em 13,03% do primeiro bimestre deste ano para o segundo. O número de furtos também apresentou queda de 14,42% comparando-se os dois períodos.

A ação preventiva promovida pela Polícia Militar em conjunto com a repressiva da Polícia Civil e o apoio do Judiciário são apontados pelo titular do 2.º Distrito Policial, delegado Antonio Carlos Piccino Filho, como fatores que influenciaram nas estatísticas.

A área leste, de acordo com ele, tem cerca de 130 mil habitantes, o equivalente à população de Jaú. “Temos vários núcleos habitacionais. Os moradores desses bairros são pessoas que saem cedo de casa para trabalhar e deixam a residência sozinha, o que facilita a ação dos marginais. Desenvolvemos ações conjuntas no sentido de prevenir e reprimir os furtos e roubos”, diz.

Na avaliação do delegado, o apoio do Judiciário foi fundamental para que o objetivo fosse atingido. “O Poder Judiciário emitiu quase quatro dezenas de mandado de busca e num arrastão cumprimos a ordem judicial em um só dia, 28 de março. A resposta foi positiva e refletiu na diminuição da violência”, conta.

A apreensão de armas cresceu 183% comparando o primeiro com o segundo bimestre do ano, saltando de seis para 17. “Embora o índice de homicídios tenha se mantido estável, fizemos a apreensão de 17 armas, o que pode evitar algumas mortes”, ressalta.

Dos três assassinatos ocorridos no segundo bimestre na área leste, dois deles foram esclarecidos, segundo Piccino Filho. “Dois foram brigas de bando. Um outro homicídio, de um comerciante da Pousada da Esperança, ainda está sendo investigado”, ressalta.

O número de ocorrências registradas nos meses de março e abril diminuiu em 4%, enquanto que a instauração de inquéritos saltou de 36 para 131 no período. “Isso demonstra a adequação das atividades policiais, tanto da prevenção como da repressão”, comenta o delegado.

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