Polícia

DAE autua 150 por furto de água

Da Redação
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Cento e cinqüenta infrações por furto de água por mês. Essa é a média de autuações feitas pelos fiscais do Departamento de Água e Esgoto (DAE) que percorrem todos os dias os bairros de Bauru, segundo a assessoria de imprensa da autarquia. Apesar de inusitado, fazer ligação clandestina para obter água é crime - quem fizer a ligação e o dono do imóvel beneficiado podem ser presos.

Recentemente, o DAE registrou um caso de furto de água considerado muito ousado. Os fiscais localizaram uma casa abastecida com água furtada de um imóvel vizinho. De acordo com o DAE, o abastecimento era possível porque foram colocados 20 metros de rede clandestina entre a casa sem ligação de água e o imóvel de onde o produto estava sendo furtado, que estava desabitado.

A tubulação, de acordo com o DAE, passava pelo quintal de uma outra casa vizinha. Segundo a assessoria de imprensa da autarquia, o número de casos de furtos de água é preocupante. “Poderia ser bem menor se os moradores procurassem o departamento para conhecer a situação de sua conta de água”, diz a nota do DAE.

Em todos os casos de furto de água, o DAE autua, corta o fornecimento de água, abre processo administrativo e registra boletim de ocorrência. O valor da multa varia dependendo do tempo que era utilizada água clandestinamente e dos débitos anteriores do imóvel com a autarquia. Além disso, o dono do imóvel ou responsável pela ligação clandestina responde a inquérito por furto - crime que prevê pena de reclusão de até um ano.

As táticas usadas para tentar driblar os fiscais do DAE surpreendem, segundo a assessoria de imprensa da autarquia. “As táticas vão desde travar o hidrômetro, fazer a ligação de água sem passar pelo hidrômetro (ligação direta) até construir redes subterrâneas para ter água de graça”, diz.

Os bairros periféricos e populosos lideram o número de ocorrências, com mais de 70 % do total registrado. Para descobrir as fraudes, muitas vezes, o DAE tem o apoio da própria população que denuncia quando constata ou desconfia de alguma irregularidade.

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