Pesca & Lazer

Rio Grande é sinônimo de muito peixe

Por Celso Jesus da Silva | colaborador da Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 4 min

O Rio Grande é sinônimo de Corvinas, algumas de bom porte e a maioria variando entre 20 e 30 centímetros. Quem deseja visitar o Rio Grande deve estar preparado para enfrentar uma área represada em quase toda a sua extensão e para começar, um conjunto imprescindível é composto de barco e motor de, no mínimo, 15 HP, sendo recomendável a potência igual a 25 hp.

Sobre os pontos onde estão os cardumes é comum um verdadeiro comboio de embarcações que, amarradas umas às outras, aumentam ainda mais a quantidade dos peixes no local pois quanto mais iscas caírem na água mais as corvinas estarão presentes. Com a chumbada na ponta da linha e com o uso de dois ou até três anzóis, cada descida significa um peixe e por conta disto, no final da pescaria não é surpresa a captura de centenas de exemplares.

O pescador precisa soltar os peixes de pequeno tamanho e embarcar apenas o que vai consumir e dentro do determinado por lei. Isto significa que a pescaria deve ser esportiva, pois é desnecessário, além de ser crime, capturar exemplares com menos de 15 centímetros.

No Rio Grande tem Barbados de excelente porte e vale a pena arriscar uma isca na água para buscar este peixe. Neste caso, a isca muda devendo ser utilizado um lambari maior ou mesmo um filé que pode ser de sardinha, de piau, ou até mesmo de corimbatá.

A pescaria muda de tática com esta espécie pois a isca deverá ser mantida na água, com a chumbada acima do anzol. O local também muda. Enquanto as corvinas atacam sem parar na água quase parada, os Barbados estarão mais próximos do rio primitivo onde a correnteza pode ser forte e a chumbada, por conseqüência, deve ser proporcional à força da água.

Tucunarés

Quem gosta de pescar tucunaré encontra no Rio Grande excelentes pontos de pesca. É importante trocar informações com os companheiros do lugar. Se não for possível a indicação, o pescador deve procurar as áreas próximas à margem com muitas árvores, galhadas e paus submersos.

Como nesta época os peixes estão ainda mais ariscos, a aproximação deve ser furtiva e, se possível, com o uso de motor elétrico. Descoberto o local, devem ser feitos os lançamentos com iscas vivas, com o uso de bóias. Depois, é a vez das iscas artificiais. É indicado o uso dos equipamentos de Fly, com streamers de tamanho médio, proporcionais ao tamanho dos peixes que, na maioria das vezes, será de pequeno porte.

É bom lembrar que os tucunarés até outubro estão em período de desova e por isso é preciso soltar todos os exemplares capturados.

Locais

O Rio Grande é excelente para a pescaria desde a região de Sacramento em Minas Gerais até o momento em que vira o Rio Paraná no noroeste de São Paulo. Partindo de Araraquara, é possível atingir todos estes locais cuja escolha deve ser feita levando-se em consideração a distância, a condição das estradas e a infra-estrutura que será encontrada. Nesta edição, analisamos a região de Colômbia em São Paulo, embora sugerimos também as áreas próximas a Guaraci, Icem e Ilha Solteira.

Na região escolhida, o pescador vai encontrar acomodações para uma pescaria mais longa e uma razoável infra-estrutura de iscas vivas, sempre necessárias no Rio Grande.

Como existem pescadores durante todo o ano na região, será possível, depois de uma conversa cordial, descobrir os melhores pontos de pesca. Como neste trecho a área represada é muito grande, para “ acertar o alvo” é necessário uma indicação de outros colegas pois do contrário será preciso descobri-lo e isto pode demorar horas e vários sobe e desce da poita.

A tralha

Quanto aos equipamentos de pesca, o uso de varas com molinete ou carretilha também é necessário porque o pescador vai encontrar profundidades médias de 12 metros onde estarão os grandes cardumes de corvinas e barbados. As iscas artificiais devem fazer parte dos acessórios e as melhores escolhas recairão sobre aquelas destinadas aos tucunarés. Antes da viagem é preciso juntar um grande número de iscas vivas, como pequenos lambaris - são usados cerca de 200 peixes por dia.

Alguns pontos do Rio Grande são ótimos para a pescaria de piaus e piaparas. Uma boa providência é preparar a ceva e não esquecer da massa de farinha de milho e mortadela. Nesta situação, as varas podem ser as telescópicas ou de bambu.

Cuidados

Uma pescaria distante requer cuidados e providências para que seja um prazer e não uma grande dor de cabeça. Licença de pesca, colete salva vidas e autorização para pilotar embarcações são itens imprescindíveis. Antes de pegar a estrada é necessário uma revisão completa no veículo e um bom conhecimento do roteiro a ser percorrido. No local e antes da pescaria é necessário determinar onde ficar, que tanto pode ser a simplicidade de uma barraca à beira d’água quanto o conforto de uma pousada.

Seja qual for o lugar escolhido, desejamos uma pescaria produtiva.

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