Política

Para Sincohab, acordo atropela a negociação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Funcionários da Cohab (Sincohab) critica a discussão e assinatura de um pré-acordo para resolver os problemas financeiros da companhia. O advogado da entidade em São Paulo, Luiz Carlos Laurindo, lembra que o presidente da Cohab, Constante Mogioni, prometeu não realizar demissões até o dia 15 de maio e, até lá, iria ouvir as propostas da categoria para a recuperação da empresa.

Laurindo diz que a negociação realizada ontem pelo prefeito Nilson Costa (PPS) e demais segmentos envolvidos no tema atropela o processo. “Foi com muita surpresa que soubemos que um acordo foi assinado, porque na segunda-feira o presidente garantiu que não haveriam demissões até a conclusão das discussões e do estudo de propostas que vamos apresentar”, reclama. O advogado lembra que os funcionários já estão estudando alternativas para apresentar à direção da empresa e à comissão criada na Câmara para discutir o assunto.

Para o sindicato, a direção da Cohab desrespeitou o que estava negociado com os funcionários. “Também foi acertado que os trabalhadores fariam propostas para a solução da receita com a despesa e apresentaria até projetos para a redução do valor da folha sem demissões, com propostas para redução na jornada ou em cronograma diferente para os salários. Discutimos a criação de uma comissão de estudos para um plano de trabalho na Cohab. Mas o acordo atropelou tudo e todos”, critica.

O Sincohab também trabalha com a hipótese de remanejamento de funcionários dos setores em extinção para outras atividades como as habilitações. “O presidente concordou em estudar essas medidas e disse que o setor de habilitação iria precisar de 30 funcionários a mais. Para nós, houve precipitação, porque a comissão de estudos ainda não concluiu seu trabalho e o prazo é até o dia 15. Os funcionários vão apresentar suas sugestões embora tenha sido prejudicada a participação do segmento”, amplia Laurindo.

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