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Paróquia é de todas as universidades

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

Uma comunidade de fiéis, dentro de uma Diocese que tem como mentor um sacerdote, especialmente nomeado pelo bispo, a Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus nasceu em 1991, provisoriamente no campus da Universidade do Sagrado Coração USC, e tendo como administrador paroquial o então padre Enedir Gonçalves Moreira que, hoje monsenhor, é o responsável pela acolhida aos fiéis de todas as universidades da cidade.

Segundo a irmã Jacinta Turolo Garcia, reitora da USC, em pouco tempo, ficou claro o caráter sui generis da Paróquia Universitária, além territorial para ser o local de oração e encontro da população do Jardim Brasil e Panorama é também uma paróquia pessoal, que tem como objetivo unir o mundo universitário.

“Queremos reunir a comunidade estudantil espontaneamente, não de maneira doutrinária, mas no sentido de encontro”, comenta a reitora que não quer assumir para ela o comando da paróquia, apesar de estar no território da mesma e ter uma missão religiosa e de ensino.

A irmã comenta que são raríssimos os casos de paróquias serem pessoais e territoriais ao mesmo tempo. “Ela serve para atender aos campi universitários - alunos, professores, funcionários e familiares, atingindo todas as escolas superiores de Bauru: USC, USP, Unesp, Unip, ITE, FIB e, ao mesmo tempo, servir à população residente no seu território”.

â€œÉ uma forma de união religiosa de quem tem uma cultura diferente e está em diferentes pontos da cidade”, ratifica sempre o monsenhor Enedir. Para ele, hoje “o jovem é apóstolo do jovem” e com a construção do santuário a cidade vai ter fortalecido este movimento de evangelização.

Santuário

Até agora todas as atividades da Paróquia Universitária têm sido desenvolvidas na USC, mas a irmã reafirma que o novo templo “não é da USC, é de Bauru.” Ela ainda brinca, que se a igreja fosse delas já teria tido a obra concluída.

O novo templo terá dois andares e o piso inferior abrigará além de um salão comunitário, salas para catequese, atendimento psicológico e outras atividades sociais.

“A intenção é fazer um templo com seu lugar de oração que é sagrado, mas com um amplo espaço para a extensão universitária.”

Além disso o santuário se tornará um ponto turístico e eliminará da cidade o estigma de que Bauru é “uma cidade de igrejas feias”.

Instituto estreita relações entre países

Para estreitar ainda mais os laços, principalmente culturais existentes entre o Brasil e a Bulgária, foi criado por uma associação de pessoas em dezembro de 2001, o Instituto Brasil-Bulgária ( IBB).

“Como isso aconteceu na véspera do Natal, esperamos que seja um bom presságio para as atividades do IBB”, afirma o conselheiro da embaixada da Bulgária no Brasil, Rumen Stoyanov, que é escritor e faz palestras sobre a influência da literatura brasileira na Bulgária e por seu trabalho recebeu do governo brasileiro, em 2000, a Ordem do Rio Branco, de grau oficial, e é um dos maiores fomentadores do órgão recém-criado.

Segundo seu estatuto, o Instituto promoverá um maior conhecimento mútuo dos dois povos, em face disso ocupa-se tanto de realizar ou apoiar manifestações da cultura búlgara aqui no Brasil, como da cultura brasileira na Bulgária.

O IBB está ainda numa fase de estruturação, mas já realizou várias iniciativas em Brasília, através de programas de rádio e exposições de arte nos dois países. O instituto também está trabalhando junto com a Empresa dos Correios e Telégrafos para a exibição de selos postais do Brasil em cidades búlgaras e apresentando na europa a experiência na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Bauru que já se iniciou em 1997.

“Estamos na véspera do centenário de Carlos Drummond de Andrade e o IBB participará nas comemorações falando sobre a obra dele em búlgaro: a primeira tradução de textos seus foi publicada há exatamente 40 anos. O IBB promoverá palestras como: Drummond - 40 anos em búlgaro; a poesia brasileira na Bulgária; o ensino de português na Bulgária, etc.”, comenta Stoyanov

O presidente de honra do IBB é o professor de origem búlgara João Cláudio Todorov, ex-reitor da Universidade de Brasília. O presidente é Ivan Godoy, editor da Rádio do Senado, quem esteve três vezes na Bulgária e escreveu um livro sobre ela.

O IBB já tem diretores regionais no Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis. Em São Paulo, o diretor regional é o arquiteto Jurandyr Bueno Filho, que em 95, ano do centenário da morte de Carlos Gomes iniciou os contatos para que o maestro Júlio Medaglia regesse a Orquestra Filarmônica Búlgara e o artista plástico Cyro Del Nero fizesse o cenário de “O Guarani”. Na volta ao Brasil, Medaglia assumiu a Sinfônica do Teatro de Manaus e convidou dez músicos búlgaros que vivem no país até hoje. Este foi um dos primeiros passos para a fundação do IBB.

Fazem parte do conselho de honra do Instituto, o secretário de cultura de Brasília, o francês D’Alambert Jaccord e sua esposa Gioconda Jaccord, o ex-ministro Osires Silva, que é bauruense e presidente da Varig, e a irmã Jacinta Turolo Garcia, reitora da USC, que já acenou para o próximo ano com dez bolsas de estudo para estudos de música e arte na Bulgária.

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