Brasília - Aprender, aprender, aprender. Com este objetivo fixo, Nelson Angelo Piquet, 16 anos, estréia neste domingo na F-Renault brasileira, participando da segunda etapa do campeonato, no autódromo que tem o nome de seu pai, em Brasília. Líder da temporada sul-americana de F-3, ele está em busca de novas experiências para aprimorar-se cada vez mais, e rapidamente. Tudo visando a meta principal, a F-1, é claro.
Nelsinho está conhecendo a F-Renault. Já percebeu que a categoria é mais lenta do que a F-3 e demonstra estar estranhando um pouco.
“Mas parece uma categoria forte, disputada. Tive um convite (da equipe Gramacho Racing) e estou sentindo como é. Tem vários pilotos rápidos’’, disse, após os primeiros treinos. “A corrida vai ser bem difícilâ€, acrescentou, já pensando na prova de hoje.
O garoto ainda não “pegou a mão do carroâ€, como se diz no automobilismo. Mas já percebeu algumas particularidades. â€œÉ preciso tomar muito cuidado com o carro. Outra coisa é que não se pode perder velocidade, senão o motor não responde (na retomada). É outra maneira de guiar em relação à F-3. Vou ter de me acostumar."
A F-Renault, porém, tem características que interessam bastante a Nelsinho. Na categoria, por exemplo, ele poderá treinar largadas. E também tem a perspectiva de realizar mais “pegas" durante a corrida, algo que não tem conseguido na F-3.
“O sul-americano está mais fácil do que eu pensava", disse Nelsinho, que venceu duas das quatro etapas disputadas até agora, foi segundo em outra e bateu numa delas. “Fui precipitado", admite. “Mas nas corridas que venci, larguei na frente (fez a pole nas quatro etapas) e fui embora. Abri um segundo por volta.â€
Isso não quer dizer que ele vai deixar a F-3 em segundo plano. Ao contrário, a categoria é prioridade na sua trajetória rumo à F-1. Tanto que ele não fala com convicção em disputar toda a temporada de F-Renault.