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Chumbo: Centrinho avalia crianças

Da Redação
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Ao todo, 23 crianças passaram, ontem, por levantamento epidemiológico de saúde bucal, raios-x e atendimento pediátrico no Centrinho/USP. Com o apoio de cerca de 15 estudantes voluntários e da equipe multidisciplinar do Centrinho/USP, as crianças com risco de contaminação por chumbo estão sendo tratadas de maneira integral desde 6 de maio, data em que foi inciado o projeto “Exercendo a Cidadania”, que conta com dezenas de parceiros e tem como mérito a integração entre as universidades de Bauru e região.

A avaliação odontológica foi realizada segundo metodologia definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e procurou anormalidades dentofaciais, fluorose dentária (tipo de defeito no esmalte do dente, ocasionado pela ingestão de flúor em quantidades altas, por exemplo, acontece quando a criança engole creme dental), doença periodontal e necessidade de tratamento.

Segundo a professora-doutora Nilce Tomita, do Departamento de Ortodontia, Odontopediatria e Saúde Coleitva da FOB/USP, um dos problemas que podem ser ocasionados devido à contaminação por chumbo, baseada na literatura científica, é a orla gengival Burton (mancha azul-acinzentada na gengiva). “Mas, por enquanto, não encontramos nenhuma evidência deste ou de outros problemas relacionados à contaminação por chumbo nas crianças examinadas hoje (ontem)”, afirma. Tomita relata, ainda, que as 23 crianças atendidas fizeram radiografia panorâmica para detectar possíveis deposições de chumbo nos dentes.

Os resultados devem sair em uma semana”, segundo Tomita. “Depois, dentro do projeto ‘Exercendo a cidadania’, vamos dar seqüência ao tratamento, fazendo os encaminhamentos necessários. Mas antes é importante fazer o levantamento epidemiológico para, então, seguir na prática com educação, prevenção e tratamento”, explica a cirurgiã-dentista Renata Pernambuco, coordenadora do projeto na área de Saúde Coletiva.

Conversa

Ainda ontem pela manhã, esteve no Hospital o secretário de Estado da Saúde, José da Silva Guedes. Ele conversou com as mães das crianças que apresentam taxas alterada de chumbo no sangue, fez alguns esclarecimentos e reafirmou a importância do tratamento contínuo.

Acompanhado do diretor técnico da Direção Regional de Saúde, Affonso Viviane, e do superintendente do Centrinho/USP, José Alberto de Souza Freitas, Guedes se mostrou solicito às mães e pediu a elas calma neste momento de apreensão.

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