O Hospital Regional (HR) de Bauru vai consumir R$ 3,5 milhões/mês somente para o custeio. A afirmação é do secretário estadual de Saúde, José da Silva Guedes. Segundo ele, esta é a previsão inicial de despesa para o funcionamento do hospital, o que não inclui as faturas dos serviços a serem oferecidos através do Sistema Único de Saúde (SUS). A verba de custeio será suportada pelo Governo do Estado. Os repasses para os procedimentos pactuados com a Faculdade de Medicina da Unesp-Botucatu serão transferidos pelo Governo Federal ao Fundo Estadual de Saúde.
A previsão de despesa administrativa e de custeio dá a dimensão da proporção da unidade, o maior hospital regional a entrar em funcionamento em todo o Estado. “A previsão de custeio já está dimensionada em estudo especializado para esse fimâ€, conta Guedes. Ele afirmou também que a primeira unidade do hospital será entregue ao público até o dia 30 de setembro deste ano. “As obras estão dentro do cronograma, os equipamentos estão comprados mas não se inaugura um hospital desse porte com 100% de ativação. Vamos entregar pelo menos o ambulatório em funcionamento e a obra física completa até esta dataâ€, adianta.
Guedes conta que a ativação do HR vai determinar um período de nove meses a partir da inauguração. “Entre os 13 hospitais novos feitos pelo Estado, até agora, o prazo médio tem sido de um ano. Mas vamos acompanhar à previsão da DIR-10 de nove meses para que isso se viabilize. É um hospital de alta complexidade com função terciária para atender uma região inteira. Serão cerca de 400 leitos a mais para esta regiãoâ€, informa.
O secretário comentou a apreensão local em relação à gestão da unidade por uma fundação vinculada à Unesp. “Temos um estudo de pactuação já discutido com as partes, mas vamos esclarecer outros pontos até setembroâ€. Ele não vê dificuldade na fiscalização do HR em se tratando de uma gestão feita por uma organização social. “Temos quatro anos de experiência de 13 hospitais funcionando nesse regime, quando foi aprovada a Lei das Organizações Sociais. A estrutura de administração deste é parecida com a do hospital de Sumaré, gerido pela Unicampâ€, cita.
O secretário reforça que a universidade estabelece um contrato de prestação de serviço com o Estado para o gerenciamento do hospital. “No contrato, o Estado diz o que quer que seja prestado de serviço na pactuação. Quem determina os serviços é a unidade regional, a DIR-10. Se alguém está achando que terá que discutir com a Unesp está equivocado. Terá que discutir com a regional. Não é um hospital universitário que decide o que vai fazer. É uma unidade que executa uma encomenda determinada pela regionalâ€, menciona.
Para Tobias, prioridade passa a ser o Hospital do Centrinho da USP
O término do Hospital Regional previsto para setembro próximo fez o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) eleger o obra do Hospital Universitário do Centrinho-USP como sua prioridade. Ele informa que vai concentrar os esforços de seu mandato para buscar recursos federais para o término da unidade do Centrinho no próximo ano.
Tobias também ouviu o secretário estadual Guedes confirmar que o Hospital de Base vai contar com especialidades como a traumatologia mas será, fundamentalmente, uma unidade de apoio à demanda de urgência e emergência no Município. “Será um modelo excelente tendo o Hospital de Base para suporte do Pronto-Socorro, de emergência, e o Regional eletivo. O importante é que não haverá repetição de funções. O Base também vai ceder uma área para o PSâ€, conta.
O deputado lembra que o ambulatório de especialidades do Hospital de Base será fechado. “Não vai repetir função. O ambulatório de lá será fechado e vem para o Hospital Regionalâ€, confirma. Tobias considera que o Município de Bauru terá o papel de discutir o atendimento de emergência e urgência vinculado ao Pronto-Socorro. “Já o papel do Regional não será só destinado a Bauru. São diversos municípios que estarão tendo suas demandas coordenadas pela DIR-10. Bauru é a cidade maior, terá prioridadeâ€, fala.