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Especialista defende assistência social humanista em jornada científica na ITE

Da Redação
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Convidada especial da 3.ª Jornada Científica de Serviço Social da Institutição Toledo de Ensino (ITE), a professora Maria Rosângela Batistoni defende o assistente social como profissional “generalista”, mas que “entenda os detalhes” do contexto social em que vive. Para ela, “todo e qualquer” serviço social prestado à população deve ter um “caráter humanista” – que respeite o cidadão em seus direitos fundamentais, “independentemente de sua carência”.

Maria Rosângela fez a conferência, ontem, às 19h30, no salão do júri da ITE. Ela abordou o tema “Trabalho do assistente social: natureza e particularidades”. A conferencista é coordenadora de graduação da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social e diretora da Faculdade de Serviço Social da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC) de São Paulo.

Ontem à tarde, Maria Rosângela se reuniu com o superintendente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o Centrinho, José Alberto de Souza Freitas. Acompanhados pela diretora da faculdade de serviço social da ITE, Egle Muniz, e da diretora técnica do serviço social do Centrinho, Maria Inez Gândara Graciano, eles falaram sobre a possibilidade da USP de Bauru vir a oferecer curso de serviço social em breve.

Ontem, pela manhã, foi aberta, no Centrinho, a 11.ª Semana do Serviço Social de Bauru, que vai até dia 17. O hospital tem mais de 20 assistentes sociais - mais do que muitos hospitais sediados em capitais. “Este é um profissional que precisa ter sempre uma dimensão exata do que é ética no atendimento aos mais carentes, principalmente”, comenta Freitas. “Nesse sentido, estamos fazendo o nosso papel porque não existe qualidade sem humanização do atendimento.”

Os dois eventos enfocam o serviço social e suas perspectivas no Brasil por ser esta a Semana de Serviço Social no País.

Programação

A 3.ª Jornada Científica de Serviço Social com o lema “O Trabalho do Assistente Social Hoje” vai até quinta-feira. Os destaques da jornada, além de Maria Rosângela Batistoni, é Eugênia Maria Sellmann Chaves – especialista em toxologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

Hoje, às 19h30, Eugênia ministra minicurso sobre o papel do assistente social na recuperação de dependentes químicos, no salão do júri. Antes, no Centrinho, também nesta terça, das 8h30 às 10h, no anfiteatro do hospital, tem debate com duas assistentes sociais: Regina Monje (mestre pela Unesp de Franca) vai falar sobre a interferência da gagueira nas relações sociais e de trabalho e Cristine Habib (assistente social da prefeitura do câmpus da USP de Bauru) abre discussão sobre o envelhecimento e seus limites.

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