Cultura

Aracnomania

Por Fabiano Alcântara | com Agência Folha
| Tempo de leitura: 3 min

A nova mania dos americanos tem dois nomes Peter Park ou Homem-Aranha. Estas são as senhas para o novo hype jovem dos Estados Unidos.

A história do adolescente que é picado por uma aranha e passa a ter superpoderes foi reciclada por Hollywood, com um custo de US$ 139 milhões, e o resultado não decepcionou.

Desde sexta retrasada, quando estreou nos EUA, o filme coleciona marcas. Foi o mais visto da história em um fim-de-semana, arrecadando US$ 114 milhões em três dias.

A curiosidade do público, sobretudo os teens, ultrapassa fronteiras e o patriotismo americano, exarcerbado pelo 11 de setembro. Especula-se até que o filme teve que ter algumas cenas retocadas para que as Torres Gêmeas desaparecessem.

Mas o fato é que “Homem-Aranha” é a maior aposta do mercado cinematográfico do ano até aqui.

Fora a máquina da indústria e todos os seus tentáculos ao redor do planeta, o filme tem a seu favor o charme do casal Tobey Maguire (Peter Park) e Kirsten Dunst (Mary Jane).

A escolha dos atores pelo diretor Sam Raimi, que começou a sua carreira com o trash-cult “A Morte do Demônio”, foi excelente. Mais que tudo porque evitou atores do “star sistem” e suas atuações canastronas.

Febre em Bauru

A febre aracnídia também chega a Bauru hoje. O público da cidade poderá ver o filme antes. Para isso, no entanto, terá que encarar uma sessão de pré-estréia hoje à meia-noite.

Mas o horário não assusta os fãs de Peter Park e da ruivinha Mary Jane. Até ontem, mais de 100 dos 290 lugares do Center 2, que fica no Bauru Shopping, já estavam vendidos.

A gerente do cinema, Rosinéia Vieira, lembra que desde “Star Trek: a Ameaça Fantasma”, de 1999, não abria a sala de madrugada. Na ocasião, formaram-se filas na frente do cinema, situação que deve se repetir hoje.

Para os menos afoitos, o filme estréia oficialmente amanhã, em Bauru e em mais de 580 salas pelo País. “A maior parte das pessoas que estão procurando pelo ingresso são jovens”, conta a gerente, adiantando qual é o tipo de público que vai cair nas teias do filme. Depois de “Harry Potter” e “Senhor dos Anéis”, a vez é de “Homem-Aranha”.

Personagem foi humanizado

O Homem-Aranha poderia mesmo ser seu vizinho, seu colega de escola e até -por que não- seu namorado.

Peter Parker (Tobey Maguire) era um cara absolutamente normal até ser picado por uma aranha geneticamente modificada (em 1962, quando o herói foi criado, era uma aranha radioativa).

Depois de salvar a vida dos inocentes, fracos e/ou oprimidos, ele se apresenta apenas como “seu amigo da vizinhança, o Homem-Aranha”.

Acredite, ele tem espinhas, cara de “nerd” e um amor não correspondido.

É assim que começa o filme, mostrando a vidinha comum que Peter leva, vivendo com os tios (Cliff Robertson e Rosemary Harris) e perdendo, diariamente, o ônibus para a escola.

Essa é a primeira adaptação para o cinema do super-herói dos quadrinhos, criado por Stan Lee (fiquem atentos: ele aparece rapidamente, perdido no meio da multidão, enquanto o Homem-Aranha enfrenta o Duende Verde pela primeira vez).

Tobey Maguire (de “Garotos Incríveis”) e Kirsten Dunst (a vampirinha de “Entrevista Com o Vampiro”) vivem a cena do melhor beijo entre mocinha e herói, com ele pendurado por uma teia, de cabeça para baixo.

Willem Dafoe como o cientista Norman Osborne, que depois se transforma no Duende Verde, é genial. Uma das melhores cenas é uma conversa de seu lado homem com sua metade monstro, diante do espelho.

Comentários

Comentários