Turismo

Itaparica - A maior ilha do Brasil é um paraíso

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

O mais famoso morador da Ilha de Itaparica foi, e sempre será apesar de ter fixado residência no Rio de Janeiro para ficar mais próximo da Academia Brasileira de Letras, o escritor João Ubaldo Ribeiro.

Logo que você chega no Porto de Bom Despacho, vindo de Salvador em uma viagem de 40 minutos de catamarã, os garotos-guias vão lhe apontar a casa do autor de “O Sorriso do Lagarto” e “Viva o Povo Brasileiro”.

É logo ali, perto da fonte da bica que os nativos dizem ter “água fina que faz velha virar menina”.

A Ilha de Itaparica, “da paz, do amor e da preguiça”, lugar de grandes amores, é a maior ilha marítima do Brasil, embora pouca gente saiba disso.

Está a pouco mais de 14 quilômetros de Salvador, na Baía de Todos os Santos, e tem lugares tão bonitos que o Club Mediterranée a escolheu para ali instalar o seu primeiro “village” em terras brasileiras.

A ilha é tão grande que tem dois municípios, centros históricos e relíquias deixadas pelos holandeses e piratas franceses. No Centro de Artesanato pode-se comprar lembranças do autêntico “feito a mão” da ilha, principalmente em barro cozido.

Você já deve ter ouvido falar na expressão “nem aqui e nem em Cacha Pregos”. Pois é... Cacha Pregos existe e fica na ponta de Itaparica. É lá que se come a melhor moqueca de siri mole.

Em qualquer restaurante o peixe é servido fresquíssimo, fora aqueles pratos mais tradicionais da cozinha baiana. As praças, cheias de otis e tamarindeiros, convidam a uma sesta à sombra, depois do vatapá enriquecido por grandes camarões.

Aliás, tudo ali - sol, paz, belas paisagens, mulheres bonitas e o ambiente de tranqüilidade - convida aos prazeres da preguiça.

Beleza bucólica

Itaparica e Vera Cruz são os dois municípios da ilha. Ambos com lugares onde a beleza natural é o principal atrativo e de onde saem lanchas e escunas para passeios turísticos.

Com um passado de lutas e muita história, a ilha tem lugares bucólicos dignos de muitas fotos, caso das ruínas da igreja de Baiacu e do Forte de São Conrado.

Além de ruas arborizadas, casas com amplos jardins e praças com caramanchão, que são um convite ao sossego. Andando pelas ruelas, você vai se surpreender com a mistura arquitetônica: o estilo colonial, fruto do passado, e residências modernas construídas para veraneio.

O Forte de São Conrado, por exemplo, foi construído durante a última invasão holandesa. A fortaleza de São Lourenço, no mesmo loc®al do forte, é um dos símbolos de bravura dos itaparicanos nas lutas pela independência da Bahia.

No centro histórico de Itaparica, restaurado em 1981, existe a igreja do Santíssimo Sacramento e um pequeno teatro de arena, entre a igreja e o cruzeiro de São Lourenço. Ao lado, o imponente edifício da antiga residência do tenente João das Botas abriga, no térreo, o centro artesanal, que oferece o legítimo artesanato de búzios e conchas da ilha.

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