Esportes

Vôlei - Tatiana: experiência européia

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 1 min

Tatiana, uma das melhores jogadoras bauruenses de vôlei dos últimos anos, retornou recentemente da Suíça, onde defendeu o Cheseaux, da cidade do mesmo nome, durante sete meses.

Como cada equipe pode contar com três estrangeiras, o Cheseaux, da Liga A (grupo de elite) contratou também uma russa e uma polonesa. Dirigida por Carlos de Assis, técnico de prestígio no vôlei brasileiro, a equipe de Cheseaux (região de Lausanne) terminou o campeonato de 12 times em sétimo lugar. Estava em último quando Tati chegou.

“Na minha estréia, sem conhecer bem as colegas, fui eleita a melhor do jogo. Atletas de qualquer parte do mundo que atuam na Suíça são bem recebidas. O povo suíço gosta muito de vôlei. Os ginásios de lá são pequenos, com capacidade para 800 pessoas, no máximo, mas estão sempre lotados. Todos sabem que a cultura deles é bem diferente da nossa. Eles aplaudem o jogo todo, até nas derrotas do time da casa”.

Financeiramente a temporada não foi lá essas coisas para Tatiana, ainda porque, as coisas na Suíça e na Europa são mais caras que no Brasil, mas ela aprendeu muito e adorou sua passagem pelo país.

“Ganhei um pouco da experiência do vôlei europeu. Estou mais madura para as competições em nosso País”, diz Tatiana, que voltou ontem a defender o BAC, clube presidido pelo sei pai, Pedro Macéa, na APV.

Tatiana diz que o vôlei brasileiro é um dos melhores do mundo, mas lamenta a falta de um maior apoio do nosso empresariado e ensino superior ao atraente esporte, enquanto os suíços estão aprendendo. “O nível técnico de lá está engatinhando; acho que deu uma melhorada com a presença de estrangeiras, e como os suíços são sérios, bem organizados, talvez o vôlei de lá melhore bem”.

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