A formação dos panificadores no Estado de São Paulo tende a melhorar com a implantação do Instituto de Desenvolvimento da Panificação e Confeitaria (IDPC), que está recebendo R$ 2,5 milhões do Ministério da Educação e Cultura e mais um complemento de aproximadamente R$ 500 mil do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan). O instituto vai qualificar e requalificar mão-de-obra para o setor.
Frederico Maia, presidente do Sindipan e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip) considera que o instituto é considerado a ferramenta que faltava para dar suporte à moderna panificação. Uma licitação foi aberta para compra dos equipamentos de infra-estrutura para montagem da escola, que funcionará no prédio do Sindipan em São Paulo e deve atender às primeiras turmas ainda neste ano.
O IDPC terá três centros: Treinamento e desenvolvimento de produto, que vai qualificar a mão-de-obra da parte interna das padarias e confeitarias, que contará com equipamentos modernos e laboratórios; Treinamento de gestão empresarial; e Treinamento de atendimento ao cliente.
“Todo o trabalho que será desenvolvido, desde aulas para futuros panificadores, confeiteiros, garçons, passando por lay-out das futuras panificadoras, otimização de tempo dentro das padarias, qualidade, receituário de produtos oferecidos e organização e limpeza para fast-food, serão serviços do IDPC, que os associados antigos - e os novos – poderão utilizarâ€, diz o presidente, acrescentando que a assessoria para montagem do comércio, assistência jurídica para prevenção de problemas e descoberta do Isopan – um programa que facilita a vida dos panificadores em várias áreas, também serão serviços disponíveis do Instituto.
Fernando Leça, secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, destaca que a criação do Instituto de Desenvolvimento da Panificação e Confeitaria (IDPC) será importante para reforçar o trabalho de qualificação e requalificação dos trabalhadores do setor. Ele destaca que os organizadores estão conscientes de que é necessário ter a qualidade como preocupação permanente, tanto no aspecto produtivo quanto no da prestação de serviços, para que as empresas não percam espaço no mercado.