O setor de panificação e confeitaria deve ter um crescimento entre 2% e 3% neste ano. A previsão é de Frederico Maia, presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado de São Paulo (Sindipan) e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip), feita durante a 8ª Feira Internacional da Indústria da Panificação e Confeitaria (Fipan), realizada na semana que terminou.
Maia destaca que o setor de panificação está em transição no País, em razão da queda do poder aquisitivo da população e da situação de baixo consumo.
Além disso, no País se consome apenas 27 quilos de pão por habitante (per capita) por ano, enquanto países como o Chile consome 93 quilos per capita, Itália mais de 70 quilos, Alemanha cerca de 90 quilos. “Não é somente o setor de panificação que está assim. Todo varejo no Brasil está com consumo bastante comprimido. É um fator que consideramos momentâneo.
Defasagem
Maia destaca que os panificadores vêm absorvendo o aumento de preço da farinha de trigo e outros insumos, como energia elétrica e gás, que já tiveram uma alta de cerca de 25% neste ano e que, na maioria dos casos, não foi repassada para o valor dos produtos finais. Somente o trigo é responsável por um índice de 10% dessa defasagem identificada pelo setor.
O Brasil importa cerca de 85% das 9 milhões de toneladas do trigo que consome por ano.