Regional

Jaú registra fim-de-semana violento


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Jaú - O fim-de-semana foi de violência em Jaú. Na noite de sábado, dia 18, três ladrões invadiram a Abadia São Norberto, no Centro, e levaram R$ 13 mil e objetos pessoais de seis padres que estavam no local. A polícia ainda não identificou os suspeitos. Horas antes, havia sido registrada uma tentativa de homicídio no Jardim Orlando Ometto. A vítima morreu na tarde de ontem.

Na Abadia São Norberto, uma residência de padres das paróquias de Jaú e região, três homens encapuzados invadiram o local por volta das 20h. Um deles estava armado. No momento, estavam na casa oito religiosos, mas dois foram poupados pelos assaltantes. Além dos R$ 13 mil, foram roubados seis relógios de pulso e dois anéis de ouro. Durante o crime, os padres foram trancados em uma sala.

De acordo com o abade da casa, padre Bonifácio Hartimann, 72 anos, de nacionalidade belga, o local já havia sido assaltado anteriormente, em 1994. Desta vez, diz o abade, os ladrões foram “muito brutais”. Eles não chegaram a agredir ninguém, mas ameaçavam matar os religiosos o tempo todo. O abade acredita que os assaltantes sabiam que o local é uma residência de padres, alguns deles idosos.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Criminais (DIG) de Jaú, Edmilson Bataier, a polícia já tem a descrição dos ladrões, mas ainda não tem nenhum suspeito.

Homicídio consumado

Morreu na tarde de ontem o ajudante geral João Lezainski, 40 anos. No sábado, ele havia levado um tiro de espingarda na cabeça. O principal suspeito do crime é Alexsandro Rodrigues Amaral, 29 anos, que está preso na Cadeia Pública de Jaú.

Segundo o delegado Luverci da Costa Melo, titular do 3.º DP, Lezainski e Amaral estavam conversando num bar no Jardim Orlando Ometto quando resolveram ir à casa do suspeito.

De acordo com o depoimento da dona-de-casa Maria das Dores de Lima, 23 anos, mulher de Amaral, ela saiu da sua residência quando o marido e o amigo chegaram, aparentemente embriagados. Da casa da vizinha, a dona-de-casa disse que ouviu o barulho de um disparo.

Em seguida, a PM foi acionada e conseguiu prender Amaral em flagrante. Na casa, os policiais encontraram Lezainski ainda vivo, com uma perfuração na cabeça e uma mangueira de borracha enrolada no pescoço.

Em depoimento, Amaral disse que havia mostrado uma espingarda de fabricação caseira - com calibre equivalente ao 12 - à vítima. O suspeito contou que Lezainski teria então tomado a arma e disparado contra a própria cabeça, pois seria portador do vírus HIV e desejava se matar. Sem êxito imediato, a vítima teria então tentado o suicídio enforcando-se com a mangueira.

Para o delegado Melo, no entanto, a versão do suicídio já foi descartada. Segundo ele, Amaral já teria várias passagens pela polícia e sua história foi considerada absurda. O delegado fez um adendo ao Boletim de Ocorrência elaborado pelo delegado plantonista, tipificando o homicídio consumado e mantendo a prisão de Amaral na Cadeia Pública de Jaú até a conclusão do inquérito.

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