Política

Cohab vai demitir mais 13 funcionários nesta semana

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Até o final desta semana ou no máximo no início da próxima, a Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) vai demitir mais 13 funcionários, segundo apurou a reportagem do Jornal da Cidade. Desde que foi implantado, o programa de demissões já atingiu 16 trabalhadores.

O presidente da companhia, Constante Mogioni, confirmou que haverá novos cortes no quadro da empresa nos próximos dias, mas não quis adiantar números. Ontem, a comissão mista da Câmara Municipal que avalia a situação da companhia realizou mais uma reunião.

Mogioni explica que vai solicitar ao Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que permita que o mutuário utilize o saldo do FGTS para pagar débitos em atraso.

“Também sugeri que façamos uma revisão em todos os contratos assinados após 1987, reduzindo os juros. Vamos ter que renegociar fazendo uso dos nossos créditos consagrados e a se consagrar.”

O presidente da Cohab diz que não procede a informação do vereador José Carlos Batata (PT), que na sessão legislativa de anteontem afirmou que a direção da empresa priorizou a dispensa de um maior número de funcionários de carreira em detrimento dos ocupantes de cargos de confiança.

Mas dos 16 funcionários demitidos até o momento, dez eram de carreira e seis de confiança.

“Estabelecemos critérios para as demissões. O primeiro é substituir os salários altos por funcionários de salário menor e que prestem serviço de qualidade. Também os ocupantes de cargos cuja função está esvaziada por falta de atividade fim da empresa compõem a lista. E as divisões que eu puder agregar em outras, o farei.”

O presidente da comissão mista da Câmara Municipal para avaliar a Cohab, vereador João Parreira (PSDB), está satisfeito com o interesse da diretoria da empresa em seguir as orientações que visam sanear as suas finanças.

Ele acredita que até o final deste ano a Cohab estará equilibrada financeiramente. “Se a empresa cumprir à risca as determinações do Conselho do FGTS, vai começar a ter balanço positivo,” prevê.

O parlamentar afirma que o presidente da companhia tem que continuar a ser encorajado para agir. “Ele (Mogioni) precisa continuar a ser motivado a fazer o que está fazendo. O Mogioni tem que agir com a razão e não com o coração.”

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