São Paulo - O final melancólico das quartas-de-final entre Ribeirão e Flamengo pode mudar os rumos da carreira do cestinha Oscar. A partida terminou em tumulto e o árbitro encerrou o jogo após o time do Rio de Janeiro deixar a quadra. O episódio fez com que Oscar repensasse a idéia de parar de jogar, informou a agência de marketing esportivo Galeria de Esportes, empresa que cuida da carreira do jogador.
A família estaria por trás da decisão do atleta. "Conversei muito com minha mulher e acho que não vou parar por aqui. Não quero que esta seja a última imagem para deixar aos meus filhosâ€, disse Oscar, referindo-se a confusão generalizada que colocou fim ao jogo quando ainda restavam três minutos e 50 segundos, determinando o placar de 20 a 0 para o Ribeirão.
O Flamengo teve dois jogadores expulsos. Dedé e o próprio Oscar. “Não estipulei um prazo para definir se continuo, mas em breve vocês ficarão sabendo. Não quero deixar uma imagem deste tipo. Vou tirar um dia com meus filhos minha e mulher e pensar muitoâ€, emendou.
A decisão de Oscar tem relação direta com a atuação do árbitro Francisco Lima. “Ele foi determinante no resultado do jogo. Despreparado e o primeiro a perder a cabeça na quadraâ€, reclamou.
"Um árbitro não pode apitar esperando a reação do jogador para punir com expulsão. Ele se veste de cinza para passar desapercebido e não para provocar uma reação, pois o atleta em um playoff está jogando a sua vida, a carreira e tudo maisâ€, completou.
O Mão Santa acredita que há uma perseguição dos árbitros motivada por razões políticas dentro da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). "Quanto mais você pede a CBB que não indique um árbitro para seus jogos, ela faz o contrário. Estou enojado e acredito que o basquete precisa de uma mudança radical na arbitragem. Há juizes que erram por errar, outros por ódio ou revanchismoâ€, denunciou.
"Será que me odeiam tanto só porque um dia falei em assumir a CBB?â€, questionou. Oscar também confirmou o seu interesse em dirigir os rumos do basquete brasileiro se eleito pelas Federações em 2005.
Como presidente, Oscar antecipou que nomearia outra estrela do basquete para trabalhar ao seu lado. “A Hortência seria a minha vice. Mas a eleição na CBB foi antecipada antes de acabar o mandato. Por que será?â€, finalizou.