Jonas Gonçalves de Campos foi condenado por roubar e matar o comerciante Vital Pasquarelli e ferir sua esposa, Gilda de Oliveira Pasquarelli, na casa do casal, já idoso, na rua Araújo Leite, área central de Bauru. A sentença, do juiz Jaime Ferreira Menino, fixou a pena em 23 anos de reclusão.
O crime ocorreu no dia 10 de outubro do ano passado, quando dois homens chegaram à casa do comerciante e pediram para ver algumas jóias, passando-se por clientes. Após ver as jóias solicitadas e até beber refrigerante oferecido pelos donos da casa, a dupla anunciou o assalto.
Ao ver que um dos rapazes apontava um revólver para seu marido, Gilda chegou a achar que tratava-se de uma brincadeira. Por isso, colocou a mão na arma, momento que o rapaz, depois identificado como Campos, disparou.
O disparo acertou a mão direita da mulher, transfixando-a e depois atingiu o olho esquerdo de Pasquarelli, que estava logo atrás. Após o disparo, os dois rapazes saíram da residência levando um relógio, um colar de pérolas, dois talonários de cheques e documentos pessoais, que não foram recuperados.
Mesmo ferida e sangrando muito, Gilda conseguiu ligar para um amigo e para a polícia e pedir socorro. Quando os policiais chegaram ao local, o comerciante já estava morto. Com base em informações de testemunhas, que viram dois rapazes saírem correndo da casa do aposentado e entrar em um Corsa, a Polícia Militar achou o veículo, que estava sendo conduzido por Maurício Pinto Amorin.
Indagado, Amorin disse aos policiais que Alécio da Silva Cezário seria o autor do crime. Logo depois, Cezário e Campos foram presos e mais tarde reconhecidos por Gilda como os autores do crime. Ambos foram recolhidos à Cadeia Pública de Bauru, mas Cezário acabou fugindo. Por isso, o processo contra ele foi desmembrado e continua tramitando.
Já Campos continua preso. Desde a fase de inquérito policial, ele confessou a autoria do crime, inclusive fornencendo detalhes da ação e apontou Cezário como seu parceiro. A defesa de Campos pediu a desclassificação do latrocínio para roubo, que não foi aceita.