“Eu não troco o meu ranchinho amarradinho de cipó pruma casa na cidade nem que seja a bangalô.â€
Bauru, cidade situada ao centro do Estado de São Paulo, sofre hoje um grave problema social devido ao grande número de animais que habitam na cidade, como é notado nos principais jornais que noticiam o dia-a-dia desta honrosa cidade, que por um lado é uma cidade promissora e que cresce a cada minuto que passa, principalmente nos setores do comércio e da educação. Mas por outro lado, Bauru é uma cidade do Interior e que vive a cultivar suas tradições como podemos conferir nos bairros periféricos, em que grande parte dos moradores geralmente é oriunda de propriedades rurais e que tentam “aos trancos e barrancos†entrarem na disputa pela vida com pessoas que geralmente já estão radicadas desde o início desta cidade ou que vieram de outras, mas que trouxeram condições de se manterem e crescerem com Bauru.
Para esses, que só conhecem como selar e montar um cavalo, tirar leite de vaca, cultivar uma horta ou uma roça é difícil a vida aqui em Bauru e para não morrerem de fome, mantêm seus animais de criação em pequenos terrenos desocupados próximos as suas residências, e também utilizam a tração animal para fazerem pequenos trabalhos, nos quais conseguem o pouco dinheiro para as suas sobrevivências e a de suas famílias.
Esta desagradável situação é geradora das tristes manchetes de jornais dos últimos dias, que denunciam acidentes com animais na pista rodoviária ou até mesmo nas ruas dentro da cidade e ainda maus tratos com os animais, pois para conseguirem atingir um bom ganho financeiro os seus proprietários passam dos limites que os animais conseguem trabalhar.
A única maneira de reverter este quadro que humilha a moral e a história da cidade de Bauru é adaptar essas pessoas para o mercado de trabalho oferecendo a elas empregos e escolas que trarão condições de viverem uma vida totalmente urbanizada a fim de que consigam sobreviver no nosso meio social. A cidade de Bauru. (Marcelo Carneiro - RG: 25.312.575-3)